Veja o Encontro do Rio de Janeiro aqui

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Semana passada estive no Rio de Janeiro conversando sobre consciência, aquietamento, deus, gente, humanidade, sistemas, livros, pacificação, fragmentação, desconstrução e amor. Foram duas horas de interatividade com amigas e amigos que estiveram comigo e contribuíram para que o papo de fato fosse iluminado.  Minha esperança é que você veja (link abaixo) e que esse Encontro ilumine sua mente, esclareça dúvidas e lhe faça bem. Boa noite !

http://twitcam.livestream.com/flmk1

Não tem que ser assim

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Não é que as coisas precisam acontecer de determinado jeito. Nem que tudo necessariamente tenha que mudar. Não se trata de falta de sorte, injustiça, conspiração de qualquer natureza. Não é que a sorte é sua inimiga, que você está sendo provado, que faltaram não sei quantos passos para chegar do outro lado, ou determinadas braçadas que evitassem a morte na praia. Não é que o tempo de Deus determinou que você não tivesse acesso, que as portas se trancaram, que foi sabotado, que contigo tudo sempre é mais difícil. Não é isso.

A questão é que sua pressa, sua incapacidade de parar, distanciar-se do quadro para enxergar em outra perspectiva, sua angustia que constantemente lhe coloca na posição de vítima, sua insistência em fixar-se no que não tem valor genuíno, não permite que você finalmente pare, se cale, perceba, que tudo o que precisa sempre esteve perto, sempre!

Que a vida não precisa ser tão difícil, ainda que as dificuldades existam, mas você poderia, você pode, emprestar significado a cada acontecimento, que cada ponto, cada estágio, cada momento é um ponto de partida, é tudo o que você tem, que seu desafio é aprender a se aquietar, enxergar e entender que não se trata de falta de sorte, de provação, de castigo, mas de oportunidades para que, finalmente, você veja. 

Sobre os Encontros – amigos de São Paulo e Recife

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Amigos, semana passada postei aqui pedindo para que se manifestassem conforme o desejo de que um Encontro comigo se realize em sua cidade ainda esse ano. Deu São Paulo disparado, mas me chamou atenção a quantidade de pedidos para as regiões Norte e Nordeste, onde ainda não promovi encontros.

Recife foi – e tem sido há algum tempo- a região mais citada, seguido de Salvador. Diante disso resolvi o seguinte: Mês que vem farei um encontro diferente em São Paulo, com tema específico, talvez com mais tempo de duração e algumas abordagens que ainda não desenvolvi nos encontros.
Divulgarei hoje ou amanhã como será.

Quanto a Recife, vou abrir uma lista de pré interessados para estudar a viabilidade de ir ainda este ano. Como todos sabem, tudo sai do meu bolso, por isso preciso de um número mínimo de inscritos (uns 30 ou 40) para viabilizar os custos de sair do Sul e organizar um encontro em Recife.

Portanto, se você é de Recife ou região e se interessa em se inscrever nesse encontro, onde o custo girará em torno de 40 reais a inscrição, escreva para encontrospelobrasil@gmail.com com o assunto “Encontro Recife”. Até semana que vem, dependendo da quantidade de interessados, pretendo tomar uma posição. Meu desejo é que tudo dê certo !

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Dor sem significado?

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(sobre o texto publicado hoje de manhã) “Flavio Siqueira, não entendi como assim dor sem significado? Toda dor tem um significado.”
-Amigo, somos nós quem projetamos significado no que quer que seja, inclusive na dor. Não acredito que nada carregue significado em si mesmo a não ser que, antes, o significado saia de nós. Portanto, não penso que toda dor necessariamente tenha um significado, mas, todas as experiências – inclusive a dor – carregam e si mesmas infinitos significados em potencial. Isso muda tudo. –

Crescendo com todas as experiências

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Quem, ao enfrentar um momento difícil, nunca ouviu a famosa e bem intencionada frase “crescemos com a dor” ? Outros se aproximam e quase sentenciam “se não for pelo amor, será pela dor”. É possível que a sensação de que a dificuldade tem um propósito, que aquela dor carrega um bem, que não é por acaso, facilite a caminhada.

No entanto, o que tenho observado, a começar por mim, e nos tantos outros que de alguma maneira me relaciono, é que sutilmente, sem que possamos notar, aos poucos, corremos o risco de nos moldarmos, como quem projeta na dor todas as possibilidades de crescimento, até ficarmos dependentes dela, vinculados, sequestrados, emocionalmente viciados nas experiências mais difíceis, como se elas nos referenciasse, de alguma forma nos avalizasse.

Não é a dor que faz crescer. O que faz crescer é a capacidade de projetar significados nas experiências, sejam elas de dor, de alegria, de paz, de amor, ou mesmo as aparentemente mais insignificantes, mais conectadas a própria experiência cotidiana.

Dor sem significado mata. Alegria sem significado entorpece. Amor sem significado cega.

Sei que não posso evitar por completo as experiências difíceis. Estamos expostos a elas e precisamos que a vida seja pontuada, hora por alegrias, hora por dificuldades, mas posso escolher viver atento, sabendo que no momento de crescimento, a lição de vida, a experiência que me fará melhor, são todas as experiências, a partir do momento em que eu puder enxergar a vida inteira como uma oportunidade.

Não melhoro com a pobreza e nem me torno mais sábio com a riqueza.

Não evoluo com as catástrofes, tampouco me enobreço com a bonança.

Não é pela dor, e não será pelo amor se, em nada disso, eu projetar significado entendendo que acontecimentos, movimentos da história desprovidos de qualquer carga moral, punitiva ou meritória, aparentemente aleatórios e sem nenhuma razão de existir, até que eu enxergue, até que eu me veja neles, até que os transforme em experiência e, com a experiência, cresça, pacifique a mente e simplesmente perceba que, no fim das contas, cabe a mim enxergar possibilidades de amor, seja na alegria, seja na dor, atento ao fato de que não há nada que não possa ser transformado em lição de vida, em ingrediente que me compõe um ser humano melhor.
Assim será se eu deixar que seja.