Encontro no Rio de Janeiro

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Esse aqui é o link do Encontro que terminou há alguns minutos no Rio de Janeiro. Que lhe faça bem.

http://twitcam.livestream.com/flmk1

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A maldade do bonzinho

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Muitas vezes confundimos aquele que ama com aquele que é simplesmente “bonzinho”, sendo que uma coisa não tem absolutamente nada a ver com a outra. O bonzinho legitima o mal, ainda que no discurso se posicione contra, ainda que sofra, ainda que se incomode, ainda que queria muito ver uma situação mudada, ainda que esteja entupido de boas intenções.
Mas suas atitudes (ou falta delas) , sua energia, sua insegurança e, sobretudo, sua culpa, alimentam o comportamento doentio de quem é “vítima” desse “amor”, até que o “bonzinho” piore o doente e o doente adoeça o “bonzinho”, um precisa do outro, um alimenta o outro, um retribui o outro. Esse ciclo precisa ser quebrado.

O ser que ama

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São poucos os que de fato querem se expor ao amor. Amar, muitas vezes, implica em desconstruir-se, especialmente na medida que, exposto a sua luz, me enxergo, meus esconderijos se iluminam, minhas desculpas se diluem. Quem está disposto a pagar tal preço?

O amor me chama para a dimensão da verdade, mesmo que a verdade seja difícil de encarar, mesmo que doa, mesmo que implique em dizer não, cortar raízes profundas, cessar padrões fixados e estimulados pela média. Quem ama projeta sua vida sob essa perspectiva – do amor – faz um pacto com a verdade, alegra-se por nada, é grato por tudo, se desprende dos esteriótipos, liberta-se e, claro, gera incômodos.

Quem suporta expor sua própria escuridão diante da intensa luz do amor? Quem aceita de bom grado relativizar sua persona diante do sol, abrangente, luminoso, intenso, do amor? Quem ama anda no contra fluxo e deve estar disposto a pagar um preço por isso. Será cobrado, afinal, espera-se de quem ama posicionamentos complacentes, frágeis, fracos, mas não é assim, isso não é amor.

Amar é posicionar-se, agir sobretudo com consciência, ainda que doa, ainda que seja preciso dizer não, ainda que tenha de afastar-se. Amar não é uma atitude isolada, mas uma dimensão de olhar, de agir, de viver que só aceita existir na completa liberdade. Liberdade: o ser humano livre, incomoda muito mais do que pode imaginar. Portanto, se está difícil, entenda, não há outra maneira.

Siga seu caminho em amor sem querer pregar nada para ninguém, sem tentar convencer ninguém de nada, sem querer provar o que quer que seja, apenas ame, seja amor e pronto. Ainda que as dificuldades existam, um ser que existe em amor saberá superá-las, enfrentará a contrariedade, experimentará o antifluxo, mas, ainda assim, estará feliz, afinal, esse encontrou o maior tesouro que poderia encontrar. Prossiga !