Aprendizes

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Se não controlo a verdade e tampouco posso explicá-la, resta apenas reconhece-la, identificando fragmentos de verdade até onde nunca imaginei.

Quando me desapego do sentimento de posse, quando reconheço que quase não sei, me abro e começo a entender que verdade não se explica, não se encaixa, não cabe em palavras ou no vocabulário mais erudito.

Verdade se experimenta, se vive, se aplica no olhar de quem não se atreve em julgar, não se apressa em condenar, não se coloca em nenhuma posição de juiz de ninguém, apenas porque reconheceu que, em se tratando da verdade, somos leigos, eternos aprendizes.

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Sentido

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Muitas vezes é nossa busca angustiada por explicações que nos desvia do entendimento. Basta a cada dia sua própria porção e, para cada experiencia, um significado específico. Até que você enxergue o quadro inteiro, a pintura terminada, cada sombra, cada tinta, cada mancha, cada risco, sem lógica enquanto eram riscos isolados, tudo virou uma coisa só, o quadro está pronto, a arte, finalmente, se plenificou de sentido.

Comunicação divina

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O mundo inteiro fala. Tudo ! Há brisas com mensagens, latidos inspirados, vozes de crianças, chuva, vento, insetos que polinizam graça, nuvens descarregando vida, céu, azul, iluminado, aquecendo o chão rachado, quente, esburacado muitas vezes, mas, nele, também há mensagens.

Aquele homem do outro lado da rua não sabe que carrega mensagens, ele é mensageiro e não sabe. Aquela senhora, aquele mendigo, o empresário, o policial e o ladrão, eles quase não sabem que, ainda que não falam, ainda que não façam nada por isso, não se esforçam, não trabalham, não se dedicam, não se preparam, são mensageiros também.

Caminhe de olhos abertos – Consciência x Inconsciência

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Frequentemente encontro gente persistindo em comportamentos autodestrutivos, justificando “dores do passado”, “fragmentos de traumas que ainda estão na inconsciência e, sem que eu sinta, me direcionam”.

Ora, o inconsciente só nos direciona enquanto, no caminho, não se projeta a luz da consciência. Consciência é mais forte que inconsciência, uma está acima da outra.

Uma ilumina, outra é sombra. Se você enxergou, se sabe o que é, se tem nome, data, cara e causa, simplesmente deixou de ser inconsciente, mas passou para o plano da consciência. Nesse estágio posso escolher o que fazer daqui para frente: esconder ou encarar. Essa escolha é sua.

Na primeira opção projeto sobre o trauma todas as minhas escolhas, minhas dores, minhas raivas, minhas desculpas. Persistindo nela, vivo como um sonâmbulo que faz e não vê, sabe, mas desconhece, caminha, mas não tem a menor ideia de para aonde vai, cheio de álibis, argumentos, pena de si mesmo.

Na segunda opção, sei que vi, não é mais inconsciente, portanto decido projetar consciência, assumindo escolhas, e, sobretudo, perdoando.
Perdoar não significa necessariamente dar um “salvo conduto” ao “agressor”, mas, principalmente, é abrir mão de qualquer influência que algo ou alguém ainda possa ter sobre você a partir do que já foi. Entendeu? Nada ou ninguém se esconderá em processos inconscientes porque, a partir de agora, esses estarão expostos a luz da minha consciência, que enxerga, que revela, que ilumina, que transcende, que perdoa.

No exato instante que você percebe que algo do passado, ou que aparentemente se instalou no nível do subconsciente, influencia suas escolhas, é sinal que, o que estava escondido, foi exposto, mudou de dimensão, como um detrito no fundo do rio que apodrece e sobe a superfície. Passando de barco sobre as águas, atento, presente, você enxergará e terá todas as possibilidades de tirar aquilo da água , jogar fora e prosseguir viagem. Deixará de ser um obstáculo. Sobre o rio, enxergando, não há mais como apontar para o detrito boiando na água e culpá-lo. Agora é detrito, está boiando, sem vida e você viu. Isso muda tudo.

Assuma suas escolhas, projete consciência sobre o inconsciente, luz sobre escuridão, caminhe de olhos abertos. Você desenvolverá uma percepção bem mais abrangente, livre dessas “prisões psicológicas”, conectado, não com o que foi e ficou lá, mas ao que é e está aqui, mas saiba, estamos falando de escolhas. Qual a sua?