Tsunamis da alma

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Se tivéssemos clareza das nossas construções interiores e víssemos as estradas, os castelos, templos, labirintos, cavernas e buracos que nos escondemos e construímos dentro da gente, espelhos que nos refletem sem que percebamos, e, tudo isso projetado no olhar, influenciando nossa leitura da vida, do outro e de nós mesmos, levaríamos um grande susto.

Provavelmente perceberíamos o quanto somos influenciados pela nossa história, cultura, geografia, pelo que nos entrete e cativa, pelo que nos abraça e motiva, e, então veríamos nossa nudez pela primeira vez, entendendo de fato a necessidade constante, presente, continua e permanente de desconstruções interiores, para que algo genuíno possa nascer em nós.

Somos expostos a dilaceramentos diários, desintoxicações do que impusemos como algema na mente, cegueira nos olhos e nos faz acreditar que o único mundo real é o presépio que, sem perceber, construímos.

Geralmente as desconstruções – por mais dolorosas que sejam- trazem incríveis oportunidades de renascimento, e, no fim das contas, nos mostra que antes de grandes edificações é preciso limpar o terreno e derrubar todas as velhas estacas que resistem permanecer em pé.

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