Minhas escolhas no hoje

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Todos os dias você escolhe ser quem é.

O que pensa, como veste, o que come, onde vai, com quem fala, o que lê, assiste, pensa, ouve, quer, sonha, interessa, faz…Tudo contribui para que você esteja onde está: com suas questões, erros e acertos.

Não é uma palavra, vontade, intenção ou pensamento (positivo ou negativo). Não é somente uma decisão ou um, ou sete, ou dez passos. Olhando isoladamente cada escolha implicará em determinados processos, mas somente a combinação de todas elas constroem aquilo que você é por inteiro.

Como a combinação de temperos que dá gosto a comida, foi a soma de suas escolhas que lhe trouxe até aqui.

Acontece que nunca saberemos exatamente onde as escolhas se encontrarão, em que medida minhas decisões implicarão em consequências que hoje sequer cogito, a não ser depois que acontecem.

Olhando somente sob este ângulo tudo parece difícil, a não ser por um detalhe: a possibilidade de nos reinventarmos a partir da perspectiva de um novo olhar. Do entendimento que só vivo no hoje. Quando percebo que o passado não resiste ao meu enraizamento no agora e o futuro deixa de ser ameaça quando me fixo no hoje.

Quando nos desintoxicamos dos aprisionamentos do tempo, aprendemos a encontrar significado onde realmente ele está, não no passado, nem no futuro, mas aqui, agora, hoje. Pense de verdade nisso.

Dias melhores virão

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Sabe quando, apesar do dia estar lindo, a sensação é de que está tudo nublado ?

Ou, ao receber um animado “bom dia” de alguém, você quase responde “só se for para você”?

Tem vezes que dá vontade de deitar, dormir e só acordar quando tudo estiver bem. Quem nunca se sentiu assim?

São fases onde lembramos os dias em que tudo se encaixava, levantar fazia sentido e os planos estavam a todo o vapor.

Assim como acontece na natureza, nossas vidas também passam por estações.

Se o sol da lugar a lua e o verão ao inverno, temos que entender que, ao longo do caminho não será diferente e as estações se sucederão. Em cada uma, experimentaremos mudanças, construções, vazios, desconstruções, relativizar de perspectivas que pareciam até então absolutas.

Transitar entre as estações da vida sem perder a confiança é um privilégio. É saber que, em tempo de frutos ou de seca, temos sempre a oportunidade de nos tornamos seres humanos melhores.

É quando esperamos o sol, apesar da chuva, plantamos a semente, apesar da seca, conscientes de que a hora da colheita chegará.

Para cada fase, seu tempo. Em cada tempo, uma estação.

Viva a que você estiver hoje, grato, sem brigar com ela, consciente de que passará.

O que não passa é o que nos transformamos por dentro. É a maneira como respondemos as infindáveis possibilidades de percebermos que, apesar do frio, o calor virá, que a tempestade não durará para sempre, que depois de cada inverno, dias melhores virão. –

Espiritualidade, sabedoria, conhecimento… Para que? Sua crença tem valor?

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Você que hoje me lê. Você e seus pensamentos elevados, sua busca por uma espiritualidade sadia, por conhecimento, por movimentos que lhe desloquem da homogeneidade da massa e lhe garanta identidade, que dissolva dogmas tão arraigados, tão enraizados, tão presentes no olhar da maioria e lhe abra a mente, os olhos, o coração. Talvez sua busca seja em outra direção. Vá pelos caminhos da intelectualidade, no desenvolver de uma percepção crítica em relação a nossa cegueira, nossas celebrações hedonistas e vazias, nossa falta de questionamento, de direção. Olhamos para determinado recorte social, determinado comportamento, determinados caminhos e nos desviamos, exatamente como fazemos com os caminhantes que estão lá, ignorantes, vazios, inferiorizados. Nós, em contrapartida, iluminados, sábios, portadores de verdades que a maioria não tem acesso, conhecedores de processos que, coitados, os pobres mortais, aqueles que assistem a novela ou a dança dos famosos, não tem. Façamos algo- pensamos piedosamente- afinal, o que será do mundo se minha luz não brilhar? – concluímos sem nenhuma modéstia. Até que a vida muda, até que os cenários se alterem, até sermos de fato confrontados com nossas verdades e, finalmente, sem máscaras, admitirmos que, sem amor, qualquer distância percorrida, qualquer iluminação, qualquer conhecimento, qualquer intelectualidade, espiritualidade, sabedoria, inteligência, discernimento, diferenciação, trabalhará contra nós e nos distanciará de casa, da nossa essência, da simplicidade que nos vincula ao próximo e desenvolve todos os dias a capacidade de amar. Talvez você se incomode com o tema desse novo INSIGHT, talvez ele mexa com você, questione, inquiete e abra caminhos interiores fechados, intoxicados pelo que não queremos enxergar. Se for assim, terei atingido meu objetivo.