Enquanto a vida muda

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As coisas estão mudando? Isso te incomoda? Acostume-se e aprenda que as mudanças podem ser boas, que no mundo que não para, mover-se é essencial e o destino mora dentro da jornada. Chegará um tempo onde aprenderá a desviar sua energia das “metas” e inclui-las no caminho. Esse vídeo tem pouco mais de 3 minutos e a ideia é que você termine de vê-lo diferente de como começou, mais pacificado, mais consciente, mais dentro do dia chamado hoje.

Como faço para ter autoestima? – Pergunta de leitora

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Leitora pergunta: Gosto muito dos seus vídeos, eles realmente me ajudam muito! Estou passando por um momento conturbado na minha vida e ficaria muito agradecida se você pudesse me ajudar. Há algum tempo meu namorado me trocou por uma garota mais bonita e passei pela mesma situação agora com um ficante. Estou desempregada e meu pai, que mora na mesma casa, não fala comigo há alguns meses. Essas situações me deixam com a autoestima baixíssima. Sei que tudo isso acontece para o meu crescimento, mas não consigo parar de me sentir menos que os outros. Como faço para ter autoestima mesmo quando TUDO diz o contrário??

Flavio responde: Querida amiga, “tudo” não diz nada. “Tudo” são apenas acontecimentos e, quem “diz” é você. Você interpreta a partir do que tem ai dentro, retroalimentando um processo que irradia e de alguma maneira pode gerar esses afastamentos. Vamos combinar uma coisa? Pelo menos temporariamente esqueça seu pai e, definitivamente, esqueça esse ficante e o ex namorado. Observe as tentativas de sua mente para chegar a conclusões, fazer ilações, reclamar, e somente observe. Deixe que ela fale. Perceba como somos carregados por movimentos de auto sabotagens, na tentativa de criar cenários que reforcem nosso ego, ainda que o cenário seja negativo. Não importa se superlativo ou negativo, a distorção de cenários reforça a imagem mental, nesse caso, de que “não mereço”, de que “sou culpado”, de que “sou pior”. Tudo mentira. “Melhor” ou “pior” são julgamentos absolutamente subjetivos e desnecessários. O que você precisa fazer agora? Nada. Somente aquiete-se, pare de ouvir esses ruídos da mente e pacifique-se. Em paz, simplesmente perceberá e naturalmente verá que, em você, há muito mais do que hoje pode perceber. Acredite em mim. Está na hora de verdadeiramente se enxergar sem a lente dos outros, mas vendo de fato quem você é.

A doença e a cura

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Muitas vezes a vida nos parece contraditória.

Quantas vezes experimentamos polos opostos, alegrias e tristezas, altos e baixos, euforias e depressões, alimentando a percepção de que ninguém está livre do “dia mau”.

O que nos difere, é como lidamos com ele.

Bem e mal, vivem essencialmente em nossos corações e não em evento nenhum que, em sua constituição, é desprovido de ética ou moral.

Somos nós quem damos significado as coisas, a partir daquilo que somos e chamamos acontecimentos de “bons” ou “maus”.

Ainda que a morte, doença ou miséria sejam difíceis de lidar, não podemos desconsiderar que são acontecimentos naturais da vida. São pontuações da existência que praticamente todos, de um jeito ou outro, experimentarão.

Convivemos com o contraditório porque o contraditório nos reflete. Somos assim, convivendo entre o bem e o mal, o finito e o infinito, o imanente e o temporal, o ego e a consciência, todos em um corpo só.

Na próxima vez que tiver que enfrentar o dia mau, lembre-se que, antes de ser “dia” , o “mau” é uma percepção sua.

Assim, ao invés de projetar no acontecimento qualquer condição moral, aprenderemos a enxergarmos nossa interioridade sabendo que é dentro de nós que habita, tanto a doença, quanto a cura.

Pense nisso.