O significado do hoje – O Éden

Padrão

Às vezes olhamos para nosso passado como se fossem autônomos, desconectados do todo, fora do eixo que acreditamos ser
o motor de nossas vidas.
Contamos nossa história, falamos dos eventos, das coincidências que nos trouxeram até aqui sem perceber que cada peça se encaixa
e, mais do que isso, foi fundamental para construir o que somos.
Por mais aparentemente que, cada movimento, escolhas, passos, sejam assimétricos em relação ao outro, todos contribuíram para que
uma coisa levasse a outra até desembocar no dia de hoje.
Somos fruto de um caminho, reflexo de um infindável ajuntamento de momentos que, um a um, nos faz como somos e constroem
aquilo que chamamos de vida. A nossa vida. Reconhecemos onde estamos, sabemos quem somos, mas isso até que o inesperado nos alcance e mude a perspectiva das coisas. Ele não muda as coisas, mas muda o jeito que olhamos para elas, dando novos contornos e carregando em tons que antes desconhecíamos. No fim das contas, o que realmente muda é o olhar. Então passamos a enxergar a partir de um novo ponto e isso é suficiente para a construção de um novo cenário, mais amplo, conectado não somente com os eventos isolados da sua própria história, como também com a dos seus pais, avós, pessoas que vieram antes e, sem que soubessem, influenciariam diretamente em seu próprio caminho. Até o passado muda quando entendo o significado do hoje – Livro O ÉDEN”

eden capa

Liberdade ou vigilância?

Padrão

Quando eu era criança, tinha um amigo que evitava jogar bola com a gente porque sua mãe não lhe deixava suar.

A mãe dele era a mesma que se referia a nós como “os marginais”, simplesmente porque eramos meninos e assumíamos essa condição em brincadeiras e, porque não, travessuras. Claro, não tínhamos problemas em jogar futebol na chuva, pular o muro da escola vizinha e…suar.

Quando você tem filho começa a se preocupar com limites se questionando até onde pode deixá-los ir.

Maridos, mulheres, namorados, namoradas, amigos…ás vezes também sofrem desse mal.

Liberdade ou vigilância ?

Com o tempo, tenho aprendido que a vigilância desmedida produz paranoia e a paranoia adoece.

O que eu quero dizer, é que estamos na vida para caminhar e, no caminho, há variações de terreno, intensidade, iluminação e ritmo.

O caminho muda e, andar por ele é preciso.

Chega um tempo onde excesso de zelo só causa dor, justamente porque nos impede de fazer aquilo para o qual nascemos : caminhar, viver. Experimentar no chão da vida as lições do dia a dia sabendo que é só com experiência que amadureço de verdade.

Olhar para a vida, sabendo que ela se movimenta, não é linear, que é passageira, me aumenta a consciência de que, quem sabe o caminho de volta, não precisa se preocupar para onde vai.

Todo o dia um novo dia

Padrão

Se podemos optar pelo que faz bem, por que escolhemos com frequência o que faz mal ?

Se sabemos que determinadas escolhas produzirão sofrimento, por que as escolhemos ?

Já reparou que as vezes somos movidos por espírito de auto sabotagem ?

Tem horas que os caminhos interiores nos surpreendem e nos levam para perto do abismo, afetando nossa saúde, relacionamentos, sobrecarregando nossas mentes, negociando nossa essência, flertando com a dor.

Faço o mal que não quero e deixo de fazer o bem que tanto gostaria.

Relativos, cheios de ambiguidades, convivendo com nossa dualidade.

Somos assim.

Já que não temos controle sobre tudo o que nos acontece e frequentemente somos surpreendidos pela vida, cuidemos do nosso coração. É dentro de nós que moram todas as coisas.

Sábio é quem olha para si mesmo e não menospreza sua indiscutível capacidade de fazer besteira. Hoje estamos bem, crescendo, evoluindo, de repente um descuido, um momento, um engano.

Nenhum de nós deve sentir-se digno de méritos ou merecedor de grandes celebrações. O reconhecimento não pode ser nosso objetivo de vida. De outro modo, nos tornaremos com facilidade amargurados, arrogantes e rápidos em julgar.

Cada um de nós é apenas um mensageiro, e a mensagem é nossa vida.

Conscientes de nossas mazelas, só nos resta a gratidão pela própria relatividade que nos salva de nós mesmos.

Se é assim, caminho pacificado, entendendo que minha força paradoxalmente aumenta na proporção que reconheço meus limites.

Um coração grato e um espírito humilde mantém as coisas no eixo e torna todo o dia um novo dia.

Liberdade para ser, liberdade para amar

Padrão

“Esse sentimento de que a vida não é só isso, de que fazer parte daquela massa de gente não constitui nosso objetivo de vida, de que não é para isso que vivemos e o quanto devemos desenvolver uma percepção além do que a maioria conclui como realidade, como ideal. Isso nos movimenta para uma condição muitas vezes incômoda, de se sentir diferente, de ter dificuldade em encontrar pessoas com percepções semelhantes, até porque existe um movimento natural de todo grupo, de toda massa de repelir aquele que não se encaixa, que critica, que enxerga. Para não ser repelido e taxado de louco, na família, no trabalho, no grupo que você frequenta o movimento natural acaba sendo se inquietar, engolir tudo aquilo e se adaptar de alguma maneira.” – Trecho do mais novo Insight. Reserve 14 minutos do seu dia, reflita, recomece, faça diferente ! Cuide-se.