Minha gratidão

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Sabe o que tem sido mais legal nesses encontros pelo Brasil? A quantidade de gente que me escreve propondo organizar, arrumar espaço, disponibilizando-se dentro de suas possibilidades para que eu vá e a gente se encontre. Não é só o evento, o simples evento em si, mas a mobilização, os votos, as vontades, os convites, as amizades que ficam depois, os movimentos que criam vínculos e me enchem de alegria, dando uma mínima perspectiva sobre a quantidade de gente que encontra minhas mensagens em garrafinhas boiando no oceano da rede, abrem, leem, ou veem, ou ouvem, e depois dizem “estou aqui”, me tocou, me modificou de alguma maneira. De repente deixa de ser algo meu e vira nosso. Sai do espectro dos meus planos e navega sozinho, como o vento direcionar.Tem sido uma experiência e tanto, confesso que não sei para onde irá, mas sempre foi assim, nunca soube, sempre caminhei e nunca me arrependi pelas surpresas, pelos encontros e acolhimentos que, no caminho, me transformaram em alguém melhor. Você faz parte disso, portanto, muito obrigado!flavio estudio2

Vaidade

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Vaidade: veneno que corrói lentamente a alma, nos fazendo acreditar que somos o que de fato não somos. Felizes os que olham para dentro, admitem suas próprias relatividades e, apesar dos devaneios do coração, caminham como quem nunca está a altura de julgar quem quer que seja. Somos todos seres em constante processo de acabamento.

Sobre a ingratidão

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A ingratidão só dói quando esperávamos o contrário, ou seja, quando a “gratidão” gerava alguma expectativa. De alguma maneira, ela se parece com a desilusão, quando, iludidos, nos desencantamos.

Portanto, a causa da dor da ingratidão não está no ato de quem foi ingrato, mas na dor de quem não se sentiu correspondido na proporção que esperava.

Diante disso, apenas uma saída: perdoe. É só o perdão que diluirá o sentimento de que foi injustiçado, substituindo a indignação pela misericórdia, pelo enxergar-se, transformando indignação em experiência e a experiência em amadurecimento.

Cada um lida com as consequências do seu ato. O ingrato lidará com as próprias, o que recebeu a ingratidão, agora tem a chance de se enxergar, revelando sua expectativa enganosa, seu desejo de reconhecimento (ainda que a causa seja justa) na mesma medida da sua dor, da sua mágoa, da sua decepção.

Cada um cure a si mesmo, cada qual enxergue-se a partir das próprias dores e não projete no ofensor as dores autovitimizantes de quem ainda precisa entender que ninguém tem o poder de nos colocar em buracos, a não ser que esse poder seja dado por nós.

Mudar o mundo?

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Faz mal pensar em “mudar o mundo” porque o mundo não mudará. O que mudam são as pessoas, especialmente as atentas, as que querem e sobre isso não temos controle. Simplesmente trilhamos nosso caminho, seguimos em amor compartilhando com liberdade, sem expectativas, sem grandes metas, sem grandes planos, sabendo que a paz irradiará como verdade e que nosso ambiente, nosso trabalho, nosso sustento se harmonizará conforme a harmonia que antes se estabelece como verdade em nossa interioridade. Tudo começa e se mantém dentro da gente.

Alegre-se com quem se alegra

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Uma das atitudes mais reveladoras do caráter é a maneira como reagimos diante da alegria de alguém.

Ser solidário na tristeza é bom, mas não indica o que de fato existe no coração. A solidariedade me eleva, volta os olhos e a admiração para o que faço de bom. Me torna superior diante do necessitado.

É claro que nem sempre é assim, mas tem gente que adoecidamente enxerga o caído como uma oportunidade para mostrar o quão “benevolente” e “virtuoso” é. Faz o bem, mas irradia o mal. Aparenta abnegação, mas produz humilhação. Parece dar, mas quer extrair o que puder. Você já viu casos assim?

Ao se alegrar genuinamente com a alegria de alguém, você não impressionará ninguém, nem a admiração, nem os aplausos, nem a surpresa, nem as manchetes, nem holofotes, afinal, o que tem de mais? Alegrando-se com quem se alegra, você apenas revelará o que habita seu coração.

Feliz o que se alegra na alegria do outro e sabe compartilhar com ele os frutos da vitória.

Esse não se prende a própria pequenez e entende que na felicidade do outro existem motivos para me alegrar, afinal, quero seu bem.

Examine seu coração e veja até que ponto é assim.

Se alegre na alegria, e saberá ser solidário na tristeza.

Isso faz uma enorme diferença.