Como submeter meus pensamentos a minha essência?

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Compartilhando uma troca de mensagens com um amigo leitor do blog

Pergunta: Flávio,

Por um tempo acreditei que não se podia mudar sentimentos, que eles eram inerentes a quem somos. Então percebi que muitos sentimentos são apenas pensamentos, que como você disse, estão apenas de passagem. Isso as vezes me confunde porque muitas vezes eu não sei se o que estou pensando/sentindo estão ligados à minha essência ou não. Ou seja, o clichê: “Siga seu coração” se torna relevante complexo. Aí te pergunto, como submeter meus pensamentos a minha essência?

Resposta: Amigo, quando percebemos que pensamentos são apenas pensamentos, não nos impressionamos com eles, não acreditamos em tudo o que dizem, não nos deixamos levar quando querem. Aprendemos a nos aquietar, a deixar que falem, escutamos e esperamos. Nuvens se dissipam com o vento, pensamento também. Sabemos que estão ali, mas não temos clareza se não nossos ou se fazem parte do lixo residual que nos sobrecarrega com ruídos, apelos, devaneios de todas as naturezas, então, não damos a eles todo esse crédito. É por isso que devemos aprender a caminhar com a mente serena, como quem observa a si mesmo e, com o tempo, desenvolve a facilidade de perceber o que são apenas pensamentos e o que de fato faz parte do que sou. Não sou meus pensamentos, sou apenas consciência. Não sou esse acumulado de inquietações e questões, pelo menos não essencialmente. Troque as inquietações que porventura os pensamentos tragam pela quietude de uma mente pacificada. Não se incomode com eles, não inclua julgamentos, não adicione culpa, não condene. Espere, sem peso, sem pressa, é um estágio mental, é um estado de espírito, deixe que eles se diluam e, com o tempo, os reconhecerá. Abração!

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