O universo que somos nós

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Não quero ser portador de nenhum absoluto, sei que sou relativo. Não quero ser referência para nenhum tipo de mensagem, sou aprendiz sempre. Não quero estar preso a dogmas, sequestrado por códigos de linguagem, por percepções únicas, restritas, amedrontadas, sem coragem de questionamentos, sem espaço para dúvidas, sem honestidade para o auto confrontar-se e enxergar-se. Não quero ser nada além do que sou, consciente que minha busca pode ajudá-lo na sua, não porque sei mais, mas porque as experiências se conectam, se completam, se aplicam em determinados momentos que muitas vezes compartilhamos. Enxergar implica em desconstruções, perceber-se pode desembocar em quebra de paradigmas, em novas descobertas, na coragem de deixar as nuvens, ascender ao céu e depois ir mais longe. Esse Insight é mais um dos que me nego a dar respostas prontas, é mais um dos que inquietará muita gente ( portanto só veja quando tiver tempo pra parar e prestar atenção por 15 minutos), mas, tomara, pode ser útil para que você perceba e chegue sozinho a muitas conclusões.

Apenas fragmentos

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Quando você olha para alguém, vê apenas um fragmento, flash em constante e ininterrupto processo de transformação. O que fomos ontem fixou-se em um frame de tempo, em um lapso que marcou aquele exato ponto da história, mas não ficamos lá. É como se descolássemos daquele segundo e pulássemos para o próximo, e o próximo, e o outro, e o adiante, renovando, renascendo em cada instante, multiplicando as possibilidades de ser, na mesma proporção que o que eramos já não é, o que fizemos já ficou, e quem fomos deixou de ser, apenas vive em algum ponto de nossa interioridade como potencial, referência de experiências que influenciam em quem estou sendo. O passado deixa rastros, sim, é claro que influencia, mas, o que estou querendo dizer, é que nada é fixo, nem nossos corpos, nem nossas mentes, nem nosso passado. Nosso passado se altera sempre que nos alteramos, ele muda sempre que nos livramos dele e perdoamos, e nos des-culpamos, e entendemos que todas as experiências, mesmo aquelas mais detestáveis carregam potenciais de evolução.