O encontro

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Levei um fim de semana para dimensionar aqui dentro parte do significado do nosso encontro em São Paulo.
Não foi só um encontro, duas pessoas falando e outras tantas ouvindo. Não foi uma palestra, um curso, um work shop, um evento qualquer. Teve mais.
Teve gente que veio de perto e gente que veio de longe, de ônibus, de avião, que viajou centenas de quilômetros para estar em um encontro sem nome, sem título, sem “tema”, sem roteiro, sem uma organização perfeita, sem nenhuma clareza do que cada uma das três horas reservaria. Não havia grifes, estratégias de marketing promocional, promessa alguma de que revelaríamos os não sei quantos passos para não sei o que lá, os segredos do universo, a fórmula da felicidade, as respostas que apontarão quem você deve ser e, no entanto, as pessoas vieram e uma reunião se transformou em duas e depois a lista de espera que não parou de crescer.
Não tínhamos um “publico alvo”, não fizemos nenhum plano para atingir determinado perfil, aliás, quando me perguntavam qual minha expectativa em relação ao encontro a resposta era “nenhuma” e depois explicava “meu único plano é que sejamos nós mesmos e, sendo assim, nos encontremos.”
Nos encontramos, e as horas voaram. Nos conhecemos e a conversa fluiu com imensa naturalidade, sem pressa, sem medo, com muita alegria e conexão.
Sai dos encontros com saudade de tudo, feliz, certo de que tem algo muito legal acontecendo, grato pela oportunidade de conviver com pessoas tão diferentes na superfície, nos históricos, nas referências, mas tão parecidas na essência e na disponibilidade com que se colocaram, na espontaneidade tão eloquente compartilhada em horas absolutamente especiais.
Quero agradecer a todos que estiveram lá. Agradecer a Lucila Calado pelo belíssimo espaço Satyam que tão abertamente, tão engajada, tão disponível, foi absolutamente essencial para que tudo acontecesse como aconteceu. A Flavia Melissa, poxa….dizer qualquer coisa apequenaria minha gratidão. Obrigado mesmo Flavia, por tudo.
Sai desse fim de semana um cara melhor, sinto nitidamente como minha percepção do quanto esse tipo de contato é importante, do quanto aquela ideia de desvirtualizar o trabalho faz sentido, do quanto será bom repetir a dose, do quanto faz bem quando de fato entendemos que crescemos mais quando crescemos juntos.
Estar com vocês me melhora.
Obrigado mesmo.