Quando a gente cansa de ser bom

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O BONZINHO faz as coisas por culpa, passando a mão na cabeça das pessoas, buscando ser aceito, por pena ou por comodidade e muita vezes, em nome do bem, acaba fazendo o mal.
BOM é aquele que faz as coisas a partir do amor. Ás vezes o amor diz NÃO, diz BASTA, e isso pode gerar dificuldades. Pode gerar interpretações de que aquela bondade é um mau.
E , isso que as pessoas julgam como “mal”, lá na frente pode se apresentar como bem e da mesma forma, o que podemos julgar como um “BEM”, agradável, que faz cócegas na alma, pode terminar como maldade no nosso crescimento ou no crescimento e na maturidade de outras pessoas. Lembre-se: tudo o que produz consciência faz bem, tudo o que produz alienação de si mesmo faz mal.
Ser BOM é agir com consciência, sabendo o valor de cada coisa, elencando prioridades, responsabilidades e, acima de tudo, revisando motivações, enquanto que o BONZINHO, tudo o que quer é agradar, fazendo e falando SÓ o que o outro quer ouvir.
Vivemos na cultura do bonzinho, do politicamente correto, das frases agradáveis, açucaradas, vazias de significado. Mas o pensamento crítico, por mais doloroso que seja, é bondade que nos salva desse sistema.
Então chega um dia em que o indivíduo cansa de ser BOM e se questiona até que ponto valeu a pena. Ele esperava ser reconhecido por sua bondade, por seus atos, esperava reconhecimento no trabalho, na família, entre os amigos. E esse reconhecimento não veio. Não veio uma palavra, um aplauso, uma medalha, uma homenagem, uma promoção, nada, não veio absolutamente nada.
Valeu a pena ser o que foi, se preservar da corrupção, cuidar da sua mente, ajudar e nem sempre falar para as pessoas o que gostariam de ouvir?
Chega um momento da vida em que olhamos para trás e nos perguntamos: “o que eu ganho com isso”? Por ser BONZINHO, a minha conta no banco vive no vermelho, não tenho coisas que gostaria, não cheguei aonde queria chegar, nunca tive reconhecimento por aquilo que eu falo ou sou.
Enquanto que outras pessoas MEDIANAS, que andam junto com a manada, que resignadamente fazem parte da engrenagem da sociedade, sem ética, sem cuidado, sem ambições maiores que o estômago e, no entanto, são reconhecidas, valorizadas e tem mais importância. São aceitas, são queridas, são lembradas.
Se chegar nesse estágio, pense:
Que tipo de recompensa você espera em ser quem é? Se você quer aplausos e recompensas, seja igual aos outros. É dali que virão os aplausos.
Mas, agir por consciência, ser BOM, ser JUSTO, tem como recompensa a única e melhor experiência que alguém pode ter, que é a integridade que você mantém e constrói seu ser, apesar dos pesares.
O que você espera do mundo? Que futuro você quer para você? Devemos ter consciência que BONDADE se mede para dentro e recompensas devem ser vividas e sentidas interiormente, naturalmente.
Pense nisso, para que não chegue o tempo onde BOM se transforme em um peso e a falta de reconhecimento lhe traga amargura.

Sobre o tempo e as experiências

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O passado só existe na mente de vocês, pois um dia o experimentaram, registraram e arquivaram interiormente, reconhecendo essas etapas como “passado”. As experiências que já foram constituem o que vocês são hoje, mas tudo isso muda quando decidem construir outro presente. A construção de um novo presente já estabelece imediatamente a possibilidade de outro futuro. Passado e futuro são caminhos que só existem dentro de vocês, como pontes que facilitam o entendimento dos acontecimentos que se vinculam com o único dia que é real, aquele que chamamos de hoje. Trecho do livro O ÉDEN ( editora cia dos livros)

Ouça o rio

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Sei que parece utópico. Manifestações, ato médico, tecnologia em desenvolvimento, conectando computadores, a espionagem americana, o uso de aviões da FAB com fins particulares de políticos, ou, quem sabe, as próprias causas, preocupações, prioridades do dia a dia, questões do trabalho, de casa, da faculdade, do casamento e você vem me falar de um rio? – Alguém pode questionar- . Acontece que é assim, completamente distraídos com a pirotecnia de acontecimentos, ainda que importantes, tendemos a nos esquecer do fundamental, da necessidade de despressurização mental, de aquietar-mos, de simplesmente confiarmos no fluxo da natureza, da Graça e , em descanso, ouvirmos a passagem do rio. Sim, há um rio dentro de nós. Com frequência poluímos suas águas naturalmente cristalinas com sobrecargas de pensamentos ansiosos, com prioridades invertidas, com nosso jeito angustiado de levar a vida. Não sei onde você está agora ou como seu dia começou, tampouco tenho alguma noção de que tipo de pre-ocupação lhe invade, no entanto, a ideia é que nos próximos quatro minutos e meio o som das águas, a voz do rio, o sussurrar ininterrupto, seja ouvido, os sons de fora calados, a paz de dentro reencontrada, o silêncio, o equilíbrio, a confiança, o sentido do que parece tão fora de explicações. Está disposto a se dar esse tempo? Que seu dia seja em paz !