Presentes de amor

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Já falamos sobre isso. Nenhum acontecimento pode ser medido isoladamente, nem como justo, nem como injusto.
Anjo faz mais uma breve pausa e percebe que Ed presta atenção: – Às vezes sofremos por consequência do que nós próprios causamos.
Em outros casos podemos identificar o culpado como ente coletivo, como por exemplo, as agressões que o meio ambiente do planeta
Terra tem sofrido, nesse caso sabemos que as escolhas individuais impactaram no coletivo gerando um mal a todos. As causas estão aí. Porém sei que existem males não se explicam, onde não há respostas fáceis e imediatas, onde qualquer argumento pode soar heresia.
Nesse caso só não surta aquele que colocou em seus olhos as lentes do amor como fruto de um coração pacificado e das escolhas de quem resolveu andar baseado em consciência.
Para esses, cada acontecimento – seja de que natureza for- nunca será algo fixo, determinando um fim imutável e inexorável. Pelo contrário, ainda que doa, cada capítulo de sua vida será encarado como uma grande possibilidade de se tornar em um ser humano
melhor. Ninguém disse que seria fácil e que não haveria tristezas, mas existe uma grande diferença quando você entende que o bem e o mal não vivem isoladamente nos acontecimentos, mas unicamente em seu coração.
Entender assim é o começo para quem deseja criar seu próprio mundo mesmo quando ele parece caótico. Esse consegue identificar no caos refúgios de Graça que, independente de qualquer coisa, lhe amplia a percepção dos fatos, mudando as perspectivas, mostrando que, mesmo na pior dor, há sempre um presente do amor.- Livro O Éden

Conexões, o texto e a vida

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A incrível conexão entre os seres vivos, a natureza e seus processos me fascina. Por exemplo, quando olho para a formação de um embrião que se tornará adulto, quando penso em todos os bilhões de desencadeamentos involuntários, interiores, absolutamente necessários para que a vida aconteça; na formação da consciência, no mundo que somos, não posso deixar de perceber a sincronicidade natural, presente, constante, silenciosa muitas vezes, que, sem que percebamos, vincula um acontecimento e outro, um dia e uma noite, o choro e a alegria que virá, os encontros e desencontros, as chegadas e partidas, as dores e alívios, a vida e a morte, revelando conexão entre todas as coisas, afinal, tudo fala, um carrega um pouco do outro, vinculados, interligados, conectados, vivendo nossas vidas como quem escreve uma bela carta aberta, como se a vida fosse um texto compartilhado, em constante processo de enraizamento, de aprendizado no descanso, no entendimento, até que, finalmente, tenhamos aprendido a amar.