Aquiete-se

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Se não estragarmos, as chances aumentam.

Somos nós em nossa afobação – na intranquilidade da alma que produz desconfiança – que impedimos os processos naturais que nos conduzem para o bem.

É nossa insegurança disfarçada de onipotência, nossa crença na auto suficiência que intoxica, entope, turva a percepção e nos faz pensar que somos independentes, que não há conexão.

Pagamos o preço de nossa cegueira.

Se soubéssemos que está tudo encaminhado, que não era para ser assim…

Entenderíamos que o descanso é necessário. Que a confiança não é tolice, que não somos onipotentes, pelo contrário: o mais poderoso dos homens não sabe o que será amanhã, tampouco pode evitar que nessa noite seja assombrado por seus próprios medos.

Saberíamos a hora de aquietar, emprestando a vida o significado que mora no coração, com serenidade, em paz.

É só olhar com olhos de ver.

É assim para os pardais, entre os peixes não há Eikes Batistas, a natureza e o universo são sustentados em harmonia; não precisamos de afobação. Enquanto você lê os lírios repousam, os leões não pensam na caça de amanhã, os jacarés, tubarões e macacos se harmonizam com a vida.

Não lhe parece tolice pensar que com você é diferente ? Às vezes tudo o que falta é a única coisa que você não fez: aquiete-se, fique em silêncio e enxergue