Encontro em São Paulo

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Espaço Satyam  Av. Indianópolis, 3145 – Sala 2 – Planalto Paulita – próximo ao Metrô São Judas (fica dentro das instalações do Clube Helvétia). Sábado 20/07 das 10 às 13 horas.  Breve mais informações !

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E depois?

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Enquanto a mobilização nacional acontece a todo vapor, os ânimos permanecem a flor da pele, o grito por mudanças, a esperança de que a vida melhore expressa nos gritos, debates e na tentativa do governo, dos políticos de maneira geral em dar respostas. Mas chegará o tempo que o Tsunami passará, as ruas se acalmarão e será a hora do rescaldo, de entendermos que profundas alterações essa explosão gerou, não apenas na política nacional, mas, sobretudo, na alma de um povo. Haverá alterações no posicionamento político,no olhar da imprensa, na autoestima da população e, claro, tudo isso invariavelmente afetará a psiquê de cada individuo e suas relações. É difícil dizer até onde isso será claramente perceptível e até quando conviveremos com os ecos do que estamos vendo. Acredito que hoje é impossível imaginar até onde essa profunda ruptura com um sistema político representara rupturas interiores, distanciamentos de arquétipos representados pelo que hoje nos mobiliza e, mesmo correndo o risco de me antecipar, quero refletir sobre isso contigo. Daqui a pouco vou gravar um Insight sobre isso (entrará provavelmente amanhã), mas, até pra me ajudar, quero saber sua opinião. Até que ponto você acha que a revolta das ruas afetará o olhar que o brasileiro tem sobre si mesmo? até onde você sente que essa energia pode gerar inquietudes interiores, não só relacionadas a pertinência do movimento, mas também refletirá no dia a dia, no auto enxergar-se, na mudança de perspectiva de cada individuo em relação a si mesmo? O que você pensa? Vamos falar sobre isso?

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Baixas de guerra

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Claro que escrevi meu novo livro sem imaginar que chegaríamos a esse momento político do país, mas quanta coisa em comum! Não é um livro político, mas como a política faz pano de fundo, trechos como mais esse que destaco chamam atenção. Essa fala é de um político, personagem da história:

“Por entenderem que a massa os mantém, trabalham para homogeneizá-la, influenciando e alimentando seus próprios devaneios, fazendo-as a acreditar que são livres para escolher ser o que quiserem sem que enxerguem que na base de suas principais escolhas estão seus dedos e ardis. É por isso que não podem aparecer a não ser que seja como um velho e infundado conto ligado a teorias conspiratórias, logo expelido do sistema como um vírus que ameaça atacar. Manter as coisas como são, acentuando as cores maquiavélicas que usaram para pintar bandidos e mocinhos, sistematizando, esquematizando, departamentalizando nossa percepção do macro, como se não houvesse conexões entre as pessoas e seus estilos de vida, como se não fizéssemos parte de um único planeta, como se fosse natural que vivêssemos em um lugar onde milhões de crianças morrem de fome todos os dias, sem roupa, saúde, família, cuidados de ninguém enquanto celebra-se a lista dos homens mais ricos do mundo, enfim, manter as coisas como são, é fundamental para que se perpetuem. Daí a necessidade de dizer às massas que estamos no caminho certo e que a única maneira de garantir saúde e prosperidade às pessoas é alimentando o monstro que contraditoriamente as ameaça como fantasma, vigilante da fronteira entre o que sentimos ser o correto e nos dizem ser o possível. E assim, embriagados por nossas próprias ambições, toleramos as baixas de guerra, negando-lhes a existência, vivendo como se a dor e a morte ali na esquina fosse normal, aceitável e, pior, necessária.”