Enxergando

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Pra terminar por hoje, mais um pedacinho do novo livro.

“Convivendo com as dores do outro, fui obrigado a enxergá-los como são e isso fez com que naturalmente me identificasse com suas fraquezas. Lentamente comecei a perceber que, quanto mais consciente da minha realidade, mais desconfortável em ser juiz do próximo me tornei, afinal, olhar para as próprias contradições aumentava minha tolerância com as contradições alheias.”

Olhando de perto

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Mais um pouco do livro novo.

“Quando você olha de perto para as pessoas entende que cada uma é produto de sua história. Não são apenas rostos coadjuvantes, parte do cenário onde atuamos nosso espetáculo particular. São seres humanos com suas próprias dores, sonhos, escolhas e caminhos que o trouxeram até aqui e, a partir daqui para quem sabe onde? “

Até que sejamos

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Mais um trechinho do meu livro novo que será lançado esse ano:

“Acha mesmo que é capaz de conhecer tudo sobre alguém em poucos minutos?” Ele solta mais uma de suas risadas debochadas. “Nem uma vida inteira é capaz de fazer com que se conheça tudo sobre alguém. Quem dorme e acorda ao lado de uma pessoa não sabe tudo sobre o outro. Uma mãe que cria um filho descobre na vida adulta que ele é um cara diferente do que o bebê que ela ainda via. Aliás, você mesmo, sabe tudo sobre você ou às vezes se surpreende com determinadas escolhas que não imaginaria que fizesse? Nunca mostramos tudo o que somos porque nem nós mesmos sabemos o que somos até que sejamos.”

Trecho do novo livro

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Compartilhando um trechinho do meu novo livro que será lançado esse ano:

“Mas não foi só isso que aprendi. Outra lição é que preciso do reconhecimento dos outros para que eu mesmo me reconheça. Talvez seja por isso que nos esforçamos tanto para sermos reconhecidos, elogiados e queridos pela maioria. Quanto mais gostam de mim, melhor minha autoimagem. Foi difícil perceber que à medida que fui perdendo o reconhecimento dos outros, me senti desconfigurado de mim mesmo, como se a mudança de olhar do outro tivesse o poder de alterar aquilo que sou, ou pelo menos o que pensava ser. O poder dessa desconstrução é enorme. De uma hora para outra você questiona tudo o que acreditou em uma vida inteira e se vê perdido em um labirinto tentando entender se foi injustiçado ou apenas revelado.”