Sobre a vida, a morte e o tempo

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Todos os nossos valores, importâncias, medos, anseios, vazios e preenchimentos encontram-se na linha do tempo. Sabe organizar as experiências através do tempo ajuda a extrair de cada uma delas suas funcionalidades adequadas para os diferentes contextos humanos, mas, emprestar valores e significados ao que nos acontece, é algo que transcende essa percepção imediata. É só quando aprendemos que aquilo que chamamos de passado, presente e futuro são apenas mídias, que estão interligados e no fim tornam-se uma coisa só, quando vinculamos o dia chamado hoje – único que existe – como a experiência humana mais próxima da eternidade é que aprendemos a enxergar a vida como uma experiência única, onde tudo fala, tudo se conecta, tudo faz sentido. Esse é o tema do Insight de hoje que termina com um vídeo muito legal, um dos primeiros que produzi e que fala com eloquência e clareza sobre esse tema. Que seu dia seja muito bom!

4 comentários sobre “Sobre a vida, a morte e o tempo

  1. É meu amigo, pra muita gente é dificil aceitar a morte. Eu participo de alguns grupos de meditação e mesmo as pessoas que se dizem espiritualizadas, não aceitam… falam todos os dias em ascensão ascensão ascensão mas não se dão conta que a ascensão do espírito envolve a morte do corpo físico… Obrigado pois mais esse insight. Bjs no coração.

  2. Fernanda Krassuski

    Flávio, este teu insight me lembrou um texto que escrevi sobre o tempo, refletindo justamente sobre a nossa necessidade de temporizar as experiências. Segue:

    O tempo? Relativo, é tudo que posso arriscar dizer.
    Sabe aquele segundo de olhares trocados que mais parece durar uma eternidade?
    E o ano, que parece que começou ontem e já está terminando?
    Tudo depende da intensidade com a qual vivemos, da importância que damos a experiência vivida e o que ela nos ensinou.
    Há lições que levamos anos para aprender…outras, são internalizadas como em um passe de mágica.
    Porque será que é assim?
    O tempo nada mais é do que uma alegoria que serve para categorizar experiências. Nós humanos temos necessidade de temporizar tudo, como se fosse um legitimador de experiências.
    Até parece que alguém precisa de meses para apaixonar-se por alguém. Ou de anos de sofrimento para decidir mudar o rumo da vida. Ou ainda, chegar ao extremo de uma situação para tomar uma atitude.
    Será que precisamos mesmo ficar de luto por tanto tempo para decidir seguir adiante?
    Acabamos, por inércia, replicando o senso comum, ancorando-nos em uma falsa ideia de “merecimento pelo tempo esperado”.
    Se for assim, não quero merecer nada legitimamente. Prefiro ser uma fora da lei!
    Quero sim, conquistar o mundo, e quero agora! O que vou fazer com um mundo conquistado as vésperas de minha morte? Quero mais é viver intensamente o momento presente, me entregando a paixões espontâneas e viagens inesperadas. Quero mais é que o tempo deixe de existir, e que só haja o agora. Quero mais é espremer todo o sumo de cada experiência que me é oferecida, até a última gota!
    E se o tempo passar depressa ou lentamente, se for “pouco” ou “muito”, não importa. O que importa é o que o aquela experiência me faz sentir, o que me inspira fazer e qual será o aprendizado depois q ela passar…
    Durante a viagem da vida, cada experiência dura o tempo necessário para aprendermos aquilo que precisamos para nossa evolução.
    Paremos de querer controlar o tempo e a duração das coisas.
    O tempo é perene, escorre entre nossos dedos. Não permitamos que um aprendizado se torne em uma experiência frustrada por isso.
    Se nos dermos conta que no final o que vale é a jornada, e não o resultado alcançado, tudo fará sentido, e o tempo se dissolverá no todo.

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