Nossas crianças

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Acredito que toda criatividade está ligada a nossa capacidade de enxergar, ver nos detalhes do dia a dia elementos que inspiram e conectam.
As crianças são o maior exemplo do quanto podemos ir longe, ver sem travas, sem culpa ou medo de errar.
Já faz algum tempo que venho insistido que, infelizmente, boa parte do nosso sistema (educacional, econômico, religioso, filosófico) é montado para nos roubar isso. A ideia é formatar pequenos seres criativos e naturalmente curiosos, em adultos programados para consumir, votar, aceitar sem questionar, transformando-se em adultos medíocres, dependentes, entretidos e obsessivos pela felicidade. Quem cuida de uma criança, instigue, provoque pensamentos diferentes da média, incentive a leitura, converse, pergunte, responda, provoque curiosidades e a necessidade de saber mais. Ajude a lidar com seus erros, não seja rigoroso sem amor e não ame sem rigor, deixe que ela seja feliz, mas não tente evitar a qualquer preço seus inevitáveis confrontos com a infelicidade, ainda que você se esforce para minimizá-los, não se esqueça que o sofrimento amadurece e faz-se necessário. Mais do que estar, seja presente, seja amigo, seja humano, não esconda sua fragilidade, não mascare seus erros, peça desculpas quando achar que exagerou, olhe nos olhos, abrace, beije, ame e assuma seu amor. Lembre-se: não projete em ninguém, nem na escola, nem na babá, nem nos avós, tampouco na televisão ou no computador a responsabilidade e, sobretudo, o privilégio de transformar crianças em homens e mulheres felizes, sábios e equilibrados.

tatu e charlie

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O belo e o surreal

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Texto do Caio na minha voz com a edição do Francisco Pacheco