Homofobias, direitos e guerras

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Esse texto foi publicado aqui no blog em 2011. Infelizmente ainda é atual:

Não ia entrar nesse assunto, mas confesso que a exacerbação do debate cada vez mais presente na sociedade em relação a “causa” gay tem me incomodado.

O que incomoda não é o assunto em si, mas como ele tem sido colocado.

De um lado ativistas chamados homofóbicos com suas manjadas e desgastadas bandeiras em pról da “família”, tentando se meter onde não são chamados.

Afinal, o que é que um tem a ver com a opção sexual do outro?

“Amamos os gays, somos contra a práticas” dizem os “mala felicianos” da vida, em tom hipócrita e dissimulado.

Fazem passeatas, fomentam discussões, caçam bruxas onde não há, inclusive chegando ao absurdo de cogitar a criação do dia do orgulho hetero. Palhaçada total.

Na mesma plataforma, porém em outro polo, os militantes gays, em nome da inquestionável igualdade, direito de todos, transformam a mera opção sexual em uma causa. Ora, opção sexual é escolha de cada um, algo profundamente individual, portanto ninguém tem absolutamente nada com isso.

Obviamente existem discriminação contra gays assim como com negros, gordos, pobres, indios e uma lista interminável de minorias que devem sim buscar seus direitos. Mas esse é o ponto que me incomoda: respeito, bom senso, bom trato é direito de todos. Sim, de todos.

Assim como é um grande absurdo dizer que gays tem menos direitos por serem gays, na mesma proporção é imperdoável propor o contrário, ou seja, que sua opção sexual lhe torne diferente e, por conta da discriminação que existe, com mais condições de se impor através da força, ou melhor, da lei.

Estamos todos loucos ! A luta é outra, nossa defesa deve ser em favor de homens e mulheres e nossa cruzada em favor da consciência, não de sexualidade, seja no pró ou no contra. Exacerbações fazem mal, independente do polo.

Caminhamos para uma sociedade cada vez mais sectaria, separada por tribos rancorosas que se acham no direito de sobrepor-se a outra.

É o cenário ideal para Malafaias e Motts que, na minha opinião, são extremos na mesma plataforma. No fim todos perdem. Em nome da igualdade, nos afastamos e criamos castas sociais, sexuais, raciais e assim por diante, que acabam promovendo mais ódio, mais violência, mais “defesas” e ataques, seja de que lado for.

Enquanto isso, perdemos a chance de pregar a igualdade entre homens e mulheres que se entendem e se aceitam, sabendo que nossas diferenças não devem nos separar, mas unir para que nos completemos e cresçamos na consciência de que, no fim das contas, só importa aquilo que somos por dentro.

O resto é só aparência , causa de discórdia e disputas por poder.

Ganham os religiosos que faturam em cima disso, ganham as ONGs gays que abocanham mais espaços e consequentemente mais poder e perde toda a sociedade que sai manchada pelo preconceito e pelo sentimento que, independente do que dizem, são donos da razão.

Em que ponto dessa caminhada você está?

Pense nisso.

Aprendendo a fazer escolhas

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Escolhas, não há quem consiga evitá-las. Fazemos escolhas enquanto estamos acordados e, até os que pensam escolher não escolher, estão fazendo uma escolha. Se é assim por que escolhemos de forma tão impulsiva? Escolhemos baseados em medo, culpa, ganancia, vingança,insegurança, outros simplesmente escolhem por sentirem-se legitimados pelas escolhas da maioria, mas poucos de nós de fato refletem na raiz das escolhas. São poucos os que resistem ao fluxo da não reflexão, onde tudo parece trabalhar para que nos tornemos fragmentados, distraídos, negligentes ao refletir e questionam-se, enxergam a razão de cada motivação e escolhem agir baseados no amor/consciência, ainda que muitas vezes seja preciso pagar um preço. Tomara que você escolha ver esse vídeo, pense e reflita comigo e, se for o caso, escolha compartilhar. Esse é o assunto que escolhi compartilhar em mais um Insight. Cresçamos juntos!