Sincronicidade

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Sincronicidade: movimentos que encaixam situações até então desconectadas, promovem aproximações, amarram pontas de fios perdidos que precisavam unir-se, pontuam a vida com lampejos do inesperado, inexplicável, improvável que, no entanto fez-se real

Mundos isolados – Livro O ÉDEN

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Trecho do livro O Éden: ”A maioria das pessoas convive como se fossem mundos isolados. Por isso poucos entendem que em cada contato humano, por mais superficial que seja, acabam sempre enxergando o outro a partir de si mesmo. Isso os revela.

Não sabem que as histórias se encaixam, combinam, misturam e, por fim, dos níveis mais sutis aos mais perceptíveis, sempre acabam interferindo na outra e construindo uma nova história, outro mundo, a partir de cada individuo.

As pessoas se levantam todos os dias e seguem em direção à seus compromissos sem sentir que estão dentro de um ininterrupto processo de transformação.

Vivem como se fossem somente parte da massa, mais um entre tantos que tentam sobreviver para pagar suas contas, seu lazer e ter alguma paz. Sem que percebam, abrem mão da condição de seres únicos, capazes de se recriar a partir do olhar.

De alguma maneira abafam a chama do Eterno que nunca se apaga e vive no coração, enquanto tentam desesperadamente se entreter, esquecendo-se do infinito potencial de vida que invariavelmente carregam dentro de si.”

capa o eden

Um pouco sobre mim, sobre nós

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Quando eu era criança adorava deitar no chão, a noite, olhar o céu, as estrelas, a lua e pensar até onde aquilo ia. “Seu eu sair voando agora e viajar até o fim da minha vida, será que um dia esse espaço termina?” – eu pensava, alimentando um sentimento de transcendência que logo cedo me despertava para questões do tipo “essa escada que estou subindo, cada degrau, representa que estou mais próximo da morte”, eu tinha seis anos, estava subindo a escada do apartamento que morávamos em São Paulo e talvez tenha sido minha primeira questão a respeito.
Cresci como todos os meninos, fazendo o que todos fazem, mas nunca pude deixar de prestar atenção em algo que me permitia enxergar diferente, ter questões que meus amigos não tinham, conviver com uma constante impressão de que, tudo o que eu via, minhas percepções do mundo, das pessoas e de mim mesmo, não representavam a totalidade do que existia dentro de mim e aquilo criava um sentimento de que meus caminhos só seriam plenos se fossem nessa direção, na busca de respostas, na tentativa de aproximar o mundo que crescia do lado de dentro com aquele que eu via do lado de fora.
Engraçado que, exatamente por isso, não tenho uma história de “antes” e “depois” para contar, não era de um jeito até que “vi a luz” e fiquei de outro jeito e, apesar de ter tido algumas experiências religiosas, elas nunca me convenceram, nunca me tiveram, tampouco terão.
De um jeito ou outro, ainda que contingenciado pelos limites de cada tempo, tenho procurado manter coerência com isso, mas, foi em 2008 que resolvi abrir a janela da alma e permitir que um novo conteúdo, diferente do que eu vinha fazendo até então, vazasse.
Eu não imaginava que me tornaria escritor, nunca pensei em ter um blog com tantos acessos, nem sabia editar vídeo, meu negócio sempre foi o rádio. Mas tem coisas que a gente não planeja, simplesmente caminha e deixa que o fluxo, desde que esteja conectado com sua alma, leve por onde você deve passar.
Não sei exatamente até onde vou, mas estou grato por hoje, por esse lugar, por esse momento, por tantos “Namastês”, “Aleluias”, “Axés” e afins que tenho recebido com tanta alegria, com tanta gratidão.
Hoje sei que não preciso de grandes estruturas, quantias de dinheiro dificeis de conseguir, virar o que não gostaria de ser para ter a liberdade de sentar aqui, escrever, gravar um video ou gerar qualquer tipo de conteúdo que me vincule a você, não; é só abrir a mente, o coração e permitir que essa conexão entre humanos, entre gente que está cansada do jeito que levamos a vida, que de repente percebeu que a construção de um mundo melhor começa pela interioridade, e isso não é utopia.
Não quero escrever muito, mas quero te agradecer. Por estar aqui, por compartilhar o que sente, por me ajudar nesse trabalho que não rende dinheiro, mas me alimenta imensamente com a maior remuneração que eu poderia ter: a certeza de que estou fazendo o que nasci para fazer, despertando consciências, criando vinculos , crescendo, aprendendo, compartilhando do meu jeito a convicção que aumenta todos os dias, na certeza de que, no fim das contas, aprender a amar é a finalidade de todas as experiências.
Um grande beijo e, cresçamos juntos!

foto flavio