Podemos vencer, e venceremos

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Na manhã do dia dezesseis de Julho de 1940, o jornal Folha da Manhã estampava a manchete “Completada a organização do gabinete francês”. Homens de chapéu andavam pelas ruas de Recife comentando a notícia ou falando sobre a terça feira que começou nublada, mas quente. As ruas vazias e empoeiradas em nada lembravam o que um dia iriam se transformar. Naquele contexto, um jovem apoiava uma pequena foto sobre a mesa, ajeita o óculos, pensa alguns segundos antes de cuidadosamente escrever uma mensagem para sua amada.

Não sei o que lhe motivou. Talvez um contratempo tenha causado insegurança em relação ao futuro. Será que vai dar certo? Vamos passar por essa? Seremos fortes o suficiente? Quem sabe tenha sido um problema no trabalho, saúde ou somente uma mensagem encorajadora para os dias que viriam.

Não sei a razão que motivou o futuro médico escrever atrás de uma pequena foto do seu rosto “Podemos vencer e venceremos”.

Por razões que também desconheço a mensagem viajou no tempo e, além do casal, serviu de motivação para o primogênito deles, meu pai, que agora em uma mesa de restaurante, emocionado, me oferecia o presente.

Era um bilhetinho escrito a mão, atrás de uma foto amarelada, uma frase simples, nenhuma grande construção, mas com enorme significado.

Ao invés de aceitá-la, propus que ele ficasse com a foto, mas me permitisse scanea-la.

É estranho o poder que ela tem de nos lembrar que a possibilidade da vitória é sempre uma realidade. Nós ganhamos ou perdemos quando projetamos na vida o estado de espírito que vive dentro de nós. Começa em nossa disposição em dar significado ao que fazemos, entendendo que a grande vitória não tem a ver com o que tenho, mas com aquilo que sou.

Mas não quero ir além da mensagem da foto. Ela é simples, verdadeira e suficiente.

Naquele Julho de 1940 meu avô, Fernando Siqueira, não cogitava que estava falando com mais gente além de sua Débora. Ele não sabia que, mesmo amarelado e envelhecido, aquele papel viajaria no tempo e, mais de setenta anos depois, estaria aqui para dizer para mim e você que, independente de qualquer coisa, podemos vencer e venceremos.

É assim que hoje, eu, seu neto, creio.flavio-012 flavio2

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O começo

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Fiquei feliz em ver essa foto ! Foi aqui, nesse estúdio (old time) que tudo começou profissionalmente para mim, há quase 23 anos (1991) na rádio Imprensa FM São Paulo. Vivi muitas coisas ai ! Aprendi muito. Esse na foto é o Alex Rithoken e começou junto comigo. Ele estava presente na primeira vez que apresentei um programa de rádio. Ótimas lembranças que me enche de saudades do rádio e de tantos amigos.

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