Sobre a entrevista do Silas Malafaia à Marília Gabriela

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De ontem para hoje recebi mais de uma dezena de pedidos de comentários sobre a entrevista que o Silas Malafaia deu a Marilia Gabriela. Pois bem.

Assisti e terminei triste. Não exatamente porque um louco fundamentalista vocifera oportunamente o que sua tribo quer ouvir, o que lhe rende visibilidade, o que estimula pessoinhas, muitas vezes bem intencionadas, a lhe aplaudir de pé. Tipos assim existem e sempre existirão, apesar de serem poucos com esse grau de verborragia maquiavélica e energia manipuladora.

O que me entristece é notar que chegamos em um estágio de profundo nanismo mental, espiritual, filosófico e humano, suficiente para que um tipo como Silas Malafaia seja considerado porta voz da mensagem de Cristo, ainda que nela não haja nenhum traço do essencial que Ele pregou: amor.

A subversividade de Silas é populista, o amor interesseiro, a simplicidade extremamente arrogante, os argumentos capciosos, maliciosos, rasos demais para quem não se contenta em apenas molhar os pés. É triste ver que sua voz encontra eco em muitos corações, afinal, ele não diz o que diz porque pensa que é.

Na minha opinião suas motivações estão ligadas única e exclusivamente ao que pode colher de vantagens, ao cabedal político que os “améns” podem lhe render, no fluxo do ódio que rouba o bom senso, escraviza e incute culpa em gente que na verdade precisa de amor. Admirar um homem assim só revela o tamanho da doença de muitos e a falta de entendimento do mais essencial: não há nada que se aproveite sem amor. Dedo em riste, ironia, ódio chamado de amor, está longe de ser exemplo e, de gente assim, prefiro distância. Esta é minha opinião.