Para que a vida seja melhor

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Em um mundo cada vez mais globalizado, interligado pela tecnologia e pelas nossas produções, aumenta a necessidade de lidarmos com nossos conflitos como parte de um único problema e nossa falta de percepção em relação a conexão de tudo, como a causa da maioria dos males que nos atinge como sociedade.

Sendo mais claro: Muito do que nos faz mal é reflexo de nossa incapacidade de percebermos que nossa atitude individual influencia diretamente na vida do outro, no coletivo, no todo.

Se olho para a natureza com descaso, projeto descaso ao ambiente, se odeio política, políticos desonestos prevalecerão, fechando os olhos para a miséria que me cerca, contribuo para que o abismo entre humanos aumente, e assim os exemplos se multiplicam na mesma medida da nossa falta de percepção. Aquele que vive preocupando-se apenas com sua vida, amealhando o que pode e o que não pode em nome de sua própria “segurança”, ainda que não saiba, constrói um muro ao seu redor, entrará em labirintos, abrirá portas, mas não achará saidas, se isolará, mesmo quando rodeado de pessoas.

Quem ignora que cada atitude, cada escolha, por menor que seja, impactará de alguma forma na vida de outros, interferirá no ambiente, construirá novos cenários, será chamado para um confronto com a realidade e, acredite, isso pode ser doloroso.

O que faço aqui chegará aí e o que vem de lá, passará por aqui. Se o apelo do consumo é para que nos sintamos como ilhas, a realidade da existência nos provoca constantemente para que nos enxerguemos como parte de um todo, promotores de consciência ou insanidade, viajantes da mesma nave, membros de um corpo só.

Viver em sociedade é um grande exercicio de auto percepção. Nosso olhar em relação ao desconhecido, nossas atitudes relacionadas ao bem de quem virá, a consciência de que minhas escolhas impactará outras pessoas e produzirá sequências de acontecimentos corelacionados, interferirá, tangenciará, influenciará na vida de quem vejo, criará situações que nunca saberei para pessoas que nunca vi, essa percepção, tem o poder de deslocar meu eixo gravitacional, dimuindo o proprio ego, modificando prioridades, aproximando-me do outro e iluminando minha mente para que eu veja o quanto precisamos uns dos outros, o quanto cada um de nós é fundamental na construção de uma vida seja melhor. A minha vida, a sua e de todos que virão.