A fonte dos sentimentos

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Nada carrega felicidade em si mesmo. Nada. Pense no cenário ideal, no objetivo que mais te estimula, naquilo que você mais quer.

Ainda que pense na pessoa amada, nos desejos mais legitimos, na companhia ideal, entre cenários, projetamos na vida aquilo que vive em nós.

Pensamos que ela nos deixa felizes, mas não é.

Pensamos “este lugar lindo tem o poder de me deixar feliz”, engano.

O que lugares, pessoas, acontecimentos fazem, é servir de mídia para extrairmos o que mora em nós e são imantados pelo que sai da gente.

O mesmo vale para cenários de tristeza.

Você pode conviver anos sem sentir a perda, sem perceber a dor, sem sequer intuir a tragédia que só nasce quando vira informação. Pronto. Materializa-se a mídia que recebe sua projeção da dor.

Quando a gente descobre que é assim, aprende a “sacar” de dentro o que antes precisava do imã. Continuamos a curtir as coisas, mas sabemos que aquilo só reflete o bem que antes viveu em mim.

Quem se alegra com algo, ainda que não saiba, enxerga a alegria propria, peculiar, absolutamente vinculada ao que é.

Esse alegra-se em si mesmo.

Quem chora diz as razões. Chora a perda, o luto, a doença a dor ou seja o que for, mas só chora porque alegria e tristeza, vida e luta, festa e pranto são elementos de nossa natureza, vivos em nossos corações refletindo o tempo todo naquilo que nos cerca.

Olhar pra si mesmo ilumina a fonte dos sentimentos e nos ensina que, antes de tudo, sou eu que projeto na vida aquilo que sou.

Quem puder, enxergue-se.