Quem disse que seria diferente?

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Perceber que o mundo é uma loucura não é difícil. Quem sai de casa e anda pelas ruas vê com facilidade a infinidade de contradições, dificuldades, maus tratos entre motoristas, indiferença entre pessoas.

Se você liga a TV e tem um mínimo de percepção, logo enxerga a quantidade de manipulações, induções, meias verdades que, no fim das contas, tem quase sempre o mesmo objetivo: consuma.

Quem consome acreditando na histórinha de que nunca antes nesse país houve tanta prosperidade, onde tanta gente “subiu” para a classe C (definida por duzentos e poucos reais de renda) sabe que as coisas não são bem assim, que é fácil cair na armadilha dos financiemanetos, dos juros, dos bancos, tornando-se sequestrados pelo carnezinho.

Quem recorre as religiões corre riscos. Tem muita gente boa e sincera por ai, mas não arriscaria dizer que são maioria. O que vemos são lobos, ávidos por fórmulas, estratégias e barganhas que no fim só colocam a pessoa na mesma rodinha de hamster de sempre, sem perceber, sem enxergar, sem amadurecer.

E os políticos ? Preciso mesmo comentar?

O mundo é cruel e ninguém disse que seria fácil. Mas esse nosso papo não é de des-esperança.

A gente olha para os lados, vê como as coisas são e pensa : “não posso mudar o mundo, tampouco deixar de viver nele. O que posso fazer?”

Sabe, existe uma gigantesca diferença entre viver no sistema e deixar que o sistema viva em você.

Todos trabalham, pagam seus impostos, convivem com regras, leis, convenções que se adequam e moldam conforme o tempo, a sociedade, a percepção de um povo, isso é fato. O problema é quando você perde a dimensão das coisas, deixa de enxergar-se como humano, ser único, peculiar e cheio das proprias contradições e aceita que te formatem, que te imponham pensamentos, deixa-se seduzir pelo canto da sereia, do consumo, da comparação, das “castas” que se sobrepõe umas as outras.

“O que você é?” Perguntam por ai. E você diz sua profissão, religião, nacionalidade, mas não pensa em de fato “quem você é”.

A mudança de olhar não muda sistemas, mas muda você e, quando você muda, muda tudo, porque o ponto de observação deixa de ser o outro e se descola a própra interioridade.

Viver em sociedade é necessário, estar no sistema é inevitável mas, isso não implica em formatações, tampouco em permitir que o sistema ( seja ele qual for) viva em você.

O que você vê? Quem é você ? Como se sente?

Enxergue-se, encontre-se, influencie os que estão a sua volta para o bem.

Não estamos aqui para destruir sistemas, tampouco promover guerrinhas panfletárias contra ninguém. Não falo sobre boicotes, injustiçados ou nada que não seja uma coisa: Sua liberdade começa em sua mente. É nela que vivem suas mais poderosas algemas, seus mais violentos algozes.

O mal do sistema é instalar-se em nós.

Livre-se, pois não há nada melhor do que a verdade, do que aquele que enxerga sem amarguras, porque antes entendeu que toda prisão, todo sequestro, todo achatamento, toda anulação, expressa do lado de fora, é a ponta de um processo que antes começou na mente.

Abra os olhos e livre-se disso.

Simples assim.