Nossa ambiguidade

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Se a gente pode optar pelo que é bom, por que escolhemos o mal ?

Se sabemos que determinadas escolhas produzirão sofrimento, por que as escolhemos ?

Já reparou que as vezes somos movidos por espírito de auto sabotagem ?

Tem horas que os caminhos interiores nos surpeendem e nos levam para perto do abismo, negociando nossa essência, flertando com a dor.

Ás vezes faço o mal que não quero e deixo de fazer o bem que eu tanto gostaria, já dizia Paulo de Tarso há tanto tempo.

Dúbios, cheios de ambiguidades, convivendo entre o sagrado e o profano.

Somos assim.

Já que não temos controle sobre a vida e frequentemente somos surpreendidos por ela, cuidemos do nosso coração.

Sábio é o homem (e mulher) que olha para si mesmo e não menospreza sua indiscutivel capacidade de fazer besteira.

Que sabe que, apesar de produzir coisas tão belas hoje, pode destruir tudo no descuido seguinte.

Felizes os que reconhecem serem indignos de méritos ou centro de grandes celebrações. De outro modo, nos tornamos arrogantes e rápidos em julgar.

No máximo, somos mensageiros, ainda que a mensagem seja nossas vidas.

Se ligados a videira, produzimos frutos, se desligados, esvaziamos.

Conscientes de nossas mazelas, só nos resta a gratidão e a sensação de que na vida, tudo é Graça.

Se é assim, caminho em paz, sabendo que, apesar de minha ambiguidade, um coração grato e um espírito humilde mantém as coisas no eixo e torna todo o dia, um dia novo.

Ouça Caminhos e Alternativas, o PodCast com Flavio Siqueira aqui: http://www.flaviosiqueira.podomatic.com/