Em tempo de comunicação.

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Nossa super exposição a mídia tende a gerar resistência a tudo o que tem cara de “comercial”.

É por isso que publicitários pensam cada vez mais em novas linguagens, tentando surpreender o consumidor. 

 cqcNa TV inserções são atreladas a arte, como no CQC, por exemplo. No rádio, o medo de mudar insiste na velha fórmula do spot de 30″ ou 15″ no meio de um breck. 

Pessoalmente acredito que, com o tempo, a tendência será de que as mídias, sejam os próprios consumidores.

A medida em que a tecnologia avança, novas possibilidades e, com elas, obrigatóriamente a necessidade de repensarmos a fórmula publicitária.

Um exemplo disso é a internet que já tem seus próprios cases, explorando o interesse de consumidores através da interatividade.

Hoje saiu no G1 a notícia de que foi apresentado em Las Vegas um “monitor para vestir” (foto), que pode ser usado para exibir publicidade. 016269594-exh002

Não sei se a moda vai pegar, mas de qualquer maneira, não pude deixar de me lembrar daqueles senhores no centro de SP com placa amarrada no corpo anunciando empregos ou qualquer outra coisa.

Parece que, por mais que a gente evolua, de um jeito ou de outro acabamos voltando sempre para o mesmo ponto.

Se um dia o “boca a boca” foi substituido pela comunicação de massa, parece que, ainda que com a ajuda da tecnologia, o caminho será o “testemunhal” individual, a interatividade combinada com a possibilidade do consumidor experimentar o objeto da venda. De certa forma, a volta do boca a boca. Ainda que seja através de um monitor pendurado no pescoço.

Para quem trabalha com mídia, mais do que nunca, olhos abertos e atenção nas pessoas.

É daí que virão os novos caminhos.

A demissão.

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Hoje recebi o e-mail de uma amiga me contanto que foi demitida.

Ela estava na empresa há algum tempo, seu desempenho era bom, tudo corria tranquilamente, mas, de repente o anúncio : “Infelizmente não contaremos mais com seu serviço”.

Ela é mãe, depende do trabalho e obviamente está preocupada.

Sair do emprego é difícil, não só por conta da perda do salário, como também pela quebra de um vínculo.

Nos acostumamos com aquela rotina, criamos hábitos como o café ao chegar, o almoço com os colegas, as conversas, os desafios, as amizades…

Passamos horas importantes dos nossos dias desempenhando determinada função, lidando com as mesmas pessoas, sentindo os mesmos cheiros, vivendo as peculiaridades de cada ambiente e, de repente alguém nos diz: limpe sua mesa, amanhã não precisa voltar.

O primeiro sentimento pode ser de impacto, mas depois, o que fazer ?

Acionar os contatos, avisar ao mercado que está disponivel, pesquisar sobre possiveis vagas é o primeiro passo, mas é possivel ir além.

Na resposta a minha amiga, eu falava sobre possibilidades, sobre a chance de aproveitar esse “empurrão” da vida e entender o que ela está querendo dizer.

Isso porque acredito que em tudo o que nos acontece, absolutamente tudo, podemos extrair importantes ensinamentos e, porque não, oportunidades.

Ela tem espírito inquieto, sede de aprender, curiosidade pelas coisas então sei que me entendeu.

Chega uma hora em que somos obrigados a nos superar.

Nos acomodamos com as conveniencias de uma vida tranquila e deixamos de crescer.

As vezes, sair de um trabalho representa uma grande oportunidade de subir degraus, deixar de lado o que desagradava e conquistar uma nova posição, não só como profissional, mas também como gente.

Foi o meu caso.

Estava difícil ficar em São Paulo, mais dificil ainda na última emissora e sair de SP ,me obrigou a recusar dois ótimos convites de uma rádio e uma TV para cuidar de mim.

Valeu a pena.

Para a minha amiga, ou para qualquer um que passa por essa situação uma conselho: Você precisa se manter, então corra atrás, mas agora tem uma coisa diferente; quando você conseguir, não se esqueça que as coisas são assim mesmo, um dia você tem, no outro perde.

Hoje é bom, amanhã não mais, então cuide bem onde vai colocar seu coração.

Trabalho merece empenho e dedicação, se esforce para ser o melhor, mas não coloque alí seu coração.

As vezes precisamos desse rompimento para entendermos.

Aproveite para conhecer outras coisas, pensar de outro jeito, ver a vida a partir de outras perspectivas.

É tempo de cuidar de si mesmo e seguir adiante, acreditando que, se até no caos encontramos sentido, aquele que vê todas as coisas cuidará de nós.

Então é continuar caminhando , sabendo que em tudo há oportunidades e, se soubermos aproveitá-las iremos sim cada vez mais longe.

É só questão de percepção.