A ditadura das minorias.

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Já escrevi aqui sobre preconceito.

É um típo de vírus letal que, aos poucos, mina a sensibilidade e simples percepção de que o outro é igual.

Cor da pele, opção sexual, tipo fisico, raça, religião, opção política…não mudam o fato de que somos humanos e devemos nos tratar com respeito.

Acontece que, ao invés de perceber nos movimentos de minoria a luta pela diminuição do preconceito, tenho acompanhado exemplos de desrespeito pela via da imposição.

Leis que criminalizariam a homofobia poderiam ser úteis, se embutidas nelas não viessem uma série de itens que criam um verdadeiro “cartel gay”. Por exemplo : se um candidato a emprego não for aceito por sua opção sexual, o recrutador poderá ser preso.

Ora, e se o preterido por sua incapacidade profissional argumentar na justiça que foi vítima de preconceito sexual ?

Outro parágrafo impõe que se o empregado for demitido por ser homossexual, quem o demitiu poderá ser preso.

Nesse caso vale o mesmo argumento. Será a estabilidade no emprego ?

Rescentemente um casal homossexual foi expulso de uma festa da USP.

O casal diz que dava um simples beijo, os organizadores da festa alegam que era bem mais do que um beijo e que fariam o mesmo se fosse um casal hetero.

Com um casal hetero seria mais fácil agir.

Agora, associações homossexuais planejam fazer um beijaço na USP. Pra que ? Aumentará a consciência ou ficará somente no campo da provocação ?

Se por um lado deve haver tolerância e respeito, lembrando que não se mede “superioridade” ou “inferioridade” entre humanos, principalmente levando em conta preferencia sexual ou raça, por outro, deve-se lembrar que as mesmas condições também não pressupõe superioridade ou privilégios.

É só uma questão de entendimento entre iguais, que percebem que, não pela imposição, afrontamentos ou ameaças, mas pela educação inclusiva é que chegaremos perto de uma condição melhor.

O preconceito é velado de ambos os lados.

Se vivemos um momento histórico onde temos a possibilidade de pela primeira vez na história um negro governar o país mais influente no mundo ou ser campeão de um esporte “elitista” como a Fórmula 1, por outro, ainda temos que lidar com demonstrações de falta de consciência ( dos dois lados) onde as pessoas são tratadas com desigualdade.

Somos todos iguais e o que nos diferencia é só a consciência.

Enquanto encararmos questões raciais com acalorados embates, estaremos distantes de diminuirmos um problema que hoje se esconde atrás de discursos politicamente corretos.

Sem consciência nada se resolve.

Não pela segregação, ditadura ou privilégios e imposição de comportamentos, mas pelo entendimentos de que somos iguais é que avançaremos terreno.

E que isso não traga provocações de ambos os lados porque, gostemos ou não, somos feitos do mesmo material, vivemos no mesmo mundo e nosso corpo , seja de qual cor, raça ou opção sexual, virará pó.

Vale a pena brigar ?

 

Leia também :   Preconceito : https://flaviosiqueira.wordpress.com/2008/10/22/preconceito/

Cotas para negros? :  https://flaviosiqueira.wordpress.com/2008/10/22/cotas-para-negros/

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