Onde estava o dinheiro ? José Saramago.

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Declarção recente do escritor português José Saramago ao analisar a atual crise financeira:

“Onde estava todo esse dinheiro (desbloqueado para resgatar os bancos)? Estava muito bem guardado. Logo apareceu, de repente, para salvar o quê? vidas? Não, os bancos… Marx nunca teve tanta razão como agora”

Só um lembrete: cuide-se.

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Já escrevi isso mais de um vez, então, só queria te lembrar: aproveite esse dia para ver as coisas de outro jeito.

Tudo o que você vê lá fora só acontece dentro de você e, dependendo como vê, será bom ou ruim.

Seu olhar transforma as coisas.

Você pode ser o que quiser então, comece a se olhar diferente.

Tudo o que precisa está aí dentro e tudo o que busca realmente está ao alcance. É só questão de percepção.

Quando a gente muda por dentro, tudo lá fora fica diferente.

Cuide-se.

Avião Arremete duas vezes em Congonhas.

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A manchete está no ar agora pela manhã em sites de notícias e explica que um avião da TAM que vinha de Brasília, arremeteu duas vezes ao se aproximar para pouso no aeroporto de Congonhas na Capital Paulista.

Segundo o site, a aeronave foi desviada para Campinas e alguns passageiros resolveram voltar de ônibus á Capital.

Para quem não sabe, arremetida é quando – por qualquer motivo – o comandante desiste de pousar, sobe e retoma os procedimentos de aproximação.

Existem algumas máximas na aviação : 1- Na dúvida, arremeta   2- A aproximação de pouso deve ser feita tendo em mente a arremetida, se der tudo certo, aí você pousa.

Para quem conhece aviação, ler notícias como essas é quase o mesmo de ler : “Carro que ia entrar a direita desiste por estar rápido demais e segue para o próximo quarteirão”.

O ruim é que para o público em geral parece algo sério : “Meu Deus ! Mais um avião arremeteu, ainda por cima em Congonhas !”.

Arremetdias acontecem todos os dias no país todo mas, em Congonhas, chama mais atenção.

Além do mais, é um procedimento seguro, comum e aconselhável então, calma.

Esse tipo de notícia só fomenta o medo de voar, deixa as pessoas mais tensas achando que serão a próxima vítima.

Se hoje todos podem informar, parece que a busca pelo “furo” chega a um ponto onde até notícias como essa ganham destaque. Então, para quem está exposto a isso, procure se informar antes de ser influenciado negativamente por algo que não mereceria tamnho destaque.

Do fundo do Baú.

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Já que o assunto é nostalgia, lembra do Super Herói Americano ?

A série, produzida entre 1981 e 1983, foi exibida por aqui entre 1982 e 1985 pelo SBT e mostrava as aventuras de um desastrado super herói que mal conseguia voar.

A abertura ao som de Joey Scarbury com Believe or not.

Boa viagem:

Bons e velhos anos 80.

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Já escrevi aqui que foi a música que me levou para o rádio.

Geralmente é assim, ou pelo menos era.

A pessoa se apaixonava pela música, ligava o rádio, prestava a atenção,a curiosidade em saber como aquilo funciona e se instala a paixão.

Engraçado que ,depois de um tempo no ar, você tende a desgostar das músicas que toca porque viram instrumento de trabalho.

Agora, enquanto ouve, está preocupado com o tempo, a vinheta, comerciais, textos e a música, que antes era fruto de quase devoção, vira mais um elemento entre tantos que precisa para compor seu trabalho.

É por isso que a maioria dos radialistas são apaixonados por Flash Back.

Ao ouvir aqueles acordes você é diretamente remetido ao tempo em que era só ouvinte e que tudo acontecia a base de sonho e paixão.

Claro que não fujo a regra !

Apesar de estar voltando a ouvir músicas com mais frequência, ainda me deixo levar pelo que ouviamos nos bons e velhos anos 80.

Aquelas que nos apaixonamos como ouvintes não enjoamos,de modo que essas podemos tocar o dia inteiro no rádio.

Para mim, uma delas é We built this city do Starship que, por sinal, nunca tinha visto o clip.

Fiquei tão feliz quando vi que decidi compartilhar contigo:

Pulsões e fixações.

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Toda fixação revela uma pulsão interior.

 

Logo, o ser moralista, dedo em riste, defendendo os “bons costumes” expõe que no íntimo é cheio de conflitos e contradições, fazendo com que acredite que a imagem para consumo compensa o que de fato é.

 

Pior quando a fixação é institucionalizada e vira bandeira.

 

Seja em religiosos que atacam, criticam e se colocam como “reserva moral”, ou, do outro lado, movimentos de minorias que, minoritariamente se articulam para, em nome do direito, impor através de leis o que só pode acontecer a partir da consciência.

 

Sem consciência, resta a aparêcia que, nesses casos, costuma ser a antítese superlativa do que sou.

 

Discursos não aplacam pulsões, então sobra remar contrariamente, sempre me auto afirmando a partir da minha fixação.

 

Quem odeia, esquece que geralmente o ódio nasce das paixões.

 

Quem abomina, deve se lembrar que sua abominação pode vir da admiração.

 

Quem persegue ao outro, talvez não saiba que pode estar perseguindo no outro o que identifica em si mesmo.

 

Quem julga ao próximo, antes de tudo está revelando o que tem no próprio coração.

 

Portanto, antes de atirar pedras e julgar ao próximo, olhe para dentro e veja quem é você.

 

Nem que seja por auto preservação, é melhor ficar calado do que deixar tão claro a todos que possivelmente você é exatamente o contrário do que tenta aparentar.

Tentando se conhecer.

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A maioria das pessoas se envergonha de quem é.

Prova disso é que muito do que reconhecemos no outro, de fato são reflexos da auto idealização projetado em um esteriótipo de comportamento.

Nos ideais, fala, postura, trejeitos…na tentativa de mostrar para o lado de fora, aquilo que, olhando de dentro sei que não é.

Por isso a preocupação em manter a imagem, lustrar a aparência sabendo que, de fato, o que geralmente se consome são projeções que dificilmente correspondem ao que somos.

Não gostamos de nós mesmos.

É como se tentássemos corresponder as pseudo expectativas do próximo a medida em que me adequo ao que julgo ser aceito pela media como bom e virtuoso.

No fundo é assim, mesmo para aqueles que escolhem o que é “feio” e não aceito como bandeira na tentativa de mostrar falta de compromisso com o estético. Tudo para fora, fruto de complexo e insegurança.

Tenho um amigo que diz que ” a maioria das pessoas não seria amiga de si mesmos se tivessem que se-lo”

Conhecer a si mesmo demanda desprendimento e a consciência de que as vezes dói.

Quando você abre mão de se auto justificar e, a partir disso, produzir demandas que continuamente tentarão “livrar sua barra”, entende que nem sempre o caminho é reto; mas mesmo assim vale a pena.

Se você prestar atenção, verá que, de um jeito ou de outro, é incentivado a não olhar no espelho, como se bastasse a performance e nada mais.

Acontece que não conseguimos lidar com o personagem nas vinte e quatro horas do dia e chega uma hora em que temos que nos encarar.

Por isso, o ideal é que esse enfrentamento seja diário.

Acostume-se a reavaliar suas motivações, olhando para dentro, e discernindo o que se passa no coração.

Definitivamente abra mão da culpa de não ser quem gostariam que fosse. Primeiro entenda quem vive aí nesse corpo e, quando aprender a gostar de sí mesmo, naturalmente os outros gostarão.

A questão é que ninguém gosta do que é falso.

Esqueça o projeto de ser perfeito e encontre na sua fraqueza força e virtudes.

Somos assim: falhos, ambíguos, contraditórios sempre ! Mas feliz aquele que reconhece na sua humanidade matéria prima para, apesar de ser quem é, salgar o ambiente em que vive.

Seja tempero. Olhe a si mesmo, aprenda a se amar.

Apesar das curvas, declives e buracos, vamos em frente, com tolerância, sabedoria e discernimento.

Enquanto prossegue, perceba que não está sozinho e que melhorar é objetivo de todos nós.

É bom ter você pelo caminho.