Mentes como mídias.

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Tenho acompanhado e desfrutado com muita empolgação os novos rumos da comunicação.

 

Ao contrário do que muitos colegas de mídias tradicionais pensam, vejo no advento da internet uma grande possibilidade na democratização da informação.

 

No entanto, ainda é muito cedo para tentarmos qualquer tipo de previsão em relação ao que será daqui alguns anos.

 

A maioria dos comentários que ouço, ou são óbvios demais e falam somente sobre o próximo passo ou me parecem tentativas de determinadas classes ou grupos de preservarem seu status desqualificando o que veio para ficar.

 

Quando me refiro a comentários “óbvios demais”,falo daqueles que insistem que em breve todos terão acesso a web e isso irá revolucionar, não só as mídias, como os conteúdos.

 

É claro que vai e já está acontecendo.

 

O fato é que a velocidade em que as coisas estão acontecendo, sugerem que mesmo a internet como conhecemos ficará para trás.

 

Quer um exemplo ? A seguir um trecho do lívro “ A Nova Mídia”(pgs 21 e 22) do professor Wilson Dizard Jr: “ …pesquisadores vêm buscado caminhos para ampliar o processo de expansão de informação humana através da implantação de microchips no cérebro. Itiel Dror, professor-titular do Laboratório de Neurociência Cognitiva da Universidade Miami de Ohio, assinala: O cérebro é um instrumento de processar informação. Pode ser expandido para aumentar a capacidade de processamento ou memória exatamente como você pode acrescentar RAM ou atualizar seu CPU em um computador pessoal. O cérebro também produz uma saída que é transmitida via comando motor. Portanto, não há problemas-teoricamente- em conectar máqunas diretamente ao cérebro de modo que comandos de saída se dirijam diretamente para o computador….”

 

Se hoje nos impressionamos com blogs e sites, espere para ver como será daqui a alguns anos.

 

A medida em que a internet democratizar por completo a informação e relativizar o poder das grandes redes, acontecerão movimentos no sentido de recuperar terreno.

 

Passado o primeio baque e os inevitáveis prejuizos, a tentativa será novamente a de monopolizar a informação, mas dessa vez, com a ajuda da alta tecnologia, em um ambiente muito mais secreto e perigoso do que o atual.

 

Nossas mentes serão as mídias e isso terá implicações com a maneira que consumimos , nos relacionamos com as instituições financeiras e as informações.

 

Como vai ser exatamente eu não sei. No entanto o que sei é que tem muito dinheiro e interesses em jogo para simplesmente deixar que tudo acabe e pronto.

 

Em nome da segurança e da comodidade, “privacidade” será palavra do passado e, conhecendo seus gostos, preferências e segredos, terão acesso a você de uma maneira quase arrebatadora.

 

Portanto, quanto mais falarem sobre “medos” e necessidade de proteger-nos, lembre-se disso.

 

No começo do texto eu demonstrava minha empolgação com as mudanças atuais,  mas isso não me impede de olhar lá na frente e perceber que será inevitável.

 

O estudo do professor Itiel Dror é embrionário se compararmos com teorias já avançadas em relação as possibilidades de acesso as mentes, afinal de contas, a palavra-pensamento tem origem onde ninguém acessa, no íntimo do ser, no entanto, chega ao sistema neurológico do pensar e, a partir daí, feito o som que corresponde ao signficado imaginado.

 

São impulsos elétricos que, como uma onde de rádio por exemplo,podem ser interpretados. O que virá depois dessa constatação é imprevisivel.

 

Quem viver verá.

 

Ás vezes as coisas mudam rápido demais.

 

 

Leia: https://flaviosiqueira.wordpress.com/2008/10/09/a-pior-prisaovisoes-sobre-o-futuro/

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