Respire! Enquanto há tempo.(video)

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Colaboração do amigo Bruno Padilha, veja o video e leia a tradução:

“Criança, chegue mais perto e me ouça
Eu vou lhe contar a história da humanidade

No começo não havia nada e tudo era bom
A Natureza cresceu e se espalhou
sem precisar de um caminho
Então o homem chegou com suas botas grandes
Dando chutes na cara da Natureza,
forçando respeito
Traçando estradas de mão-únicas
Multiplicando sinalizações pelas planícies
Dominando todas as forças da natureza
Num piscar de olhos, a história mudou
E nós não estamos nem perto
de reverter esta tendência
Nem começamos ainda a poluir o deserto

Você precisa respirar bem fundo, to falando sério
Você não vai morrer de rir, isso será bem triste

Em poucos anos, teremos cortado todas as árvores
E seus netos terão apenas 1 olho no meio da testa
E eles perguntarão “Porque você tem 2 olhos?”
E você vai ficar com cara de bobo
Eles perguntarão “Como você pôde ficar sentado?
Deixando isso acontecer?”
Você tentará se defender, explicando em voz baixa
“Não foi minha culpa, foi culpa dos meus ancestrais”
Mas ninguém poderá aliviar a sua culpa

Você vai contar a eles sobre os dias
em que comia frutas, nos campos verdes
Existiam animais por toda a floresta
Quando a primavera começou, todas as aves voltaram

Você precisa respirar bem fundo, to falando sério
Você não vai morrer de rir
pelo jeito, amanhã tudo ficará pior

A pior parte da história é que somos todos escravos
Um pouco assassinos, e aqui estamos, incapazes
De olhar as árvores sem sentir culpa
Como alguém sem calças, 100% miseráveis

Então é isso criança, esta é a história da humanidade.
Não é muito bonita, e eu não sei como termina,
Nós não nascemos numa horta de repolhos,
Mas num buraco, com alguém sempre enchendo de estrume”.

História: Quando me fecharam as portas.

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Quando a gente começa em uma profissão, tem dificuldades em imaginar o que vai ser lá na frente.

Sonhos todos tem, mas confrontados com a realidade e os desgastes do dia a dia, correm o risco de ficarem lá, só como sonhos.

Eu estava ainda na minha primeira rádio. Era um profissional com três anos de experiência e, como acontece nas empresas, comecei a ter problemas com um colega.

Eramos amigos, ele um pouco mais velho do que eu, buscava a possibilidade de ser coordenador da nossa equipe.

Sempre fui curioso, admito que muitas vezes impetuoso e isso gerou nesse colega a sensação de que eu entrara na disputa. ( situação que se repetiria algumas vezes depois, inclusive rescentemente)

Confesso que não tinha a menor intenção.

O fato é que, com o tempo, fomos nos desgastando a ponto de chegar o momento em que eu simplesmente decidira mudar de rádio.

Não consigo fazer nada quando não acredito mais, não tenho espírito de burocrata, preciso de espaço para colocar alma no que faço, caso contrário vou embora.

Finalmente fiquei sabendo que uma rádio estava fazendo testes e fui lá.

Enquanto aguardava na recepção, encontrei um outro colega da atual rádio que também tinha ido fazer o teste.

Quando me viu, “desceu a lenha” nos diretores, colegas e tudo mais e eu quieto. Afinal de contas, não seria ético ou sequer inteligente ir procurar trabalho em uma empresa falando mal da outra.

Alguns dias depois, recebi a ligação do tal colega que vinha tendo problemas:

– Fiquei sabendo que você foi na rádio “tal” fazer teste e lá falou mal de todo mundo. Pois saiba que tenho amigos no rádio e sua carreira terminou. Enquanto estiver aqui terá que lidar comigo e, quando sair, pense em outra profissão porque rádio não mais.

Ele tinha mais experiência do que eu, estava magoado e talvez tivesse me fechado as portas.

Lembro que tinha chegado no meu limite.

Aquilo não era para mim e não estava disposto ( como nunca estive) em entrar em guerrinhas de egos e acusações em disputa de um cargo.

Desliguei o telefone com um peso de duas toneladas nas costas e tive uma conversa com Deus:

– Acho que você me conhece o suficiente para saber que para mim não dá mais. Não quero continuar nisso. Me ajuda a conseguir um trabalho. Pode ser em qualquer área, fora do rádio se for o caso. Açougueiro, bancario, taxista…o que for. Só não quero mais ficar alí e te peço ajuda nisso.

Terminei a conversa e meu pager (naquela época era pager) tocou:

“Ligar para a rádio “tal” e falar com o corrdenador.”

Meu coração disparou.

Telefonei para a rádio e tivemos a seguinte conversa:

– Oi Flavio, me diz uma coisa, conhece o “fulano” ? – O coordenador se referia ao meu colega que, minutos antes, “fechara” as portas do rádio para mim.

– Sim, conheço, trabalhamos juntos.

– Ele me ligou agora a pouco falando muito mal de você. Disse que é mal caráter e que está sendo expulso da sua atual rádio. Recomendou que não te contratasse pois certamente me arrependeria. Confesso que não te conheço mas também pouco conheço ele, então resolvi te dar um voto de confiança e convidar para estreiar hoje a noite.

Deus não queria que eu fosse açougueiro !

Saí de casa leve e com a sensação de que, mesmo quando os outros nos oprimem, não estamos sozinhos. Que, por mais que as vezes tenhamos problemas, vale a pena colocar verdade e coração na vida.

Entender que nossa sorte não depende de conchavos ou ataques a nossa consciência é o princípio para caminharmos éticamente, sabendo que lá na frente, mesmo quando as “portas se fecham”, outras se abrem.

Naquela tarde, percebi que eu estava no caminho certo e que valeria a pena seguir adiante.

Em busca da harmonia.

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Toda a natureza coexiste em harmonia.

Em nosso corpo tudo funciona para a possibilidade da vida, em harmonia.

Intimamente alimentamos desejos e sentimentos universais que se parecem com a necessidade de sermos amados, protegidos, cuidados. Lá no fundo, todos nos conectamos ao pararmos diante do que é belo.

Você nunca sentiu como se viessemos do mesmo lugar e, por mais que não nos conheçamos, falamos a mesma lingua quando se trata dos sentimentos mais básicos ?

Mas isso lá no fundo…

Porque no dia a dia o que vemos são pessoas distantes, adoecidas e perdidas, convivendo em um planeta onde a fauna e a flora andam em descompasso, as marés subindo, o clima mudando, tudo como não deveria ser.

Quebramos a cadeia da harmonia.

Nos deixamos levar pela nossa ganância, nosso apetite e desejo por reconhecimento nos deu a sensação de que poderiamos ultrapassar qualquer limite e fomos longe demais.

O caminho que escolhemos nos afastou do que é simples, de modo que queremos sempre mais e mais, sem nunca nos saciarmos.

Você percebe isso a sua volta ?

O caminho da harmonia é individual. Como em uma orquestra desafinada, onde cada instrumentista toca de um jeito, é preciso que, um a um, reencontre o compasso, acertando a melodia.

Nosso planeta é constituido de individuos e, se cada um se reconectar com a vida, será um começo.

Mude o jeito de olhar. Repense no que enche seus olhos e embala seus sonhos.

O que te faz bem ?

Entre em harmonia com a vida, perceba os movimentos da natureza, olhe de fato para as pessoas e lembre-se que tudo começa de dentro para fora.

Cuide de seu coração. É nele o lugar onde a melodia volta ao compasso, onde as coisas começam a se harmonizar novamente.

É uma questão de escolha.

Para ter coragem.

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Ás vezes é dificil encontrar coragem.

Mesmo sentindo que determinado padrão precisa ser mudado, que não estamos felizes indo por alí, incomodados com os resultados das nossas escolhas, como encontrar coragem para mudar ?

Sim, porque, muitas vezes mudanças implicam em quebra de vínculos, novas tentativas, reconhecimento de erros, e riscos. Ninguém quer arriscar !

Melhor ficar como está, por pior que seja, do que enfrentar o desconhecido e correr o risco de piorar as coisas. Bem ou mal, pelo menos conheço meu terreno e sei que, se eu quiser, tudo permanecerá como está.

Mas esse é o problema.

Ainda que pelo lado de fora ninguém nota, deve existir uma espécie de sensor interno que dispara sempre que não estamos felizes. Seu disparo agudo, continuo, incômodo, permanece até que façamos alguma coisa.

E a coragem ?

Se lembrássemos que corremos riscos mesmo quando não mudamos nada, talvez aprendessemos a arriscar mais, sabendo que o que conhecemos como risco, na verdade, é o movimento da vida em direção á próxima página. Resistir a ela nos fará mal.

Se soubessemos que, ao enfrentá-los nossos fantasmas diminuem, seriamos mais ousados, lembrando que geralmente nossos medos são criados por nós, a partir de nossas inseguranças e fantasias.

Se quisessemos experimentar mais do que temos experimentado, assumiriamos riscos com a consciência de que, sem riscos, a vida não anda e, parados, somos engolidos por quem vem atrás.

Assim como o tempo nos impõe determinados ciclos de crescimento, amadurecimento e envelhecimento, a vida carrega em tudo possibilidades para que eu mesmo tenha oportunidades de me reinventar sempre.

Nada é estático.

Para ter coragem,tente acompanhar o fluxo das coisas, andar conforme sua consciência.  Entenda que as verdadeiras causas não tem a ver com dinheiro e o verdadeiro poder não se parece com o que você pensa que tem.

Para ter coragem, saiba que só vale carregar contigo aquilo que de fato acrescenta em conhecimento e sabedoria, que por mais que precisamos do sustento, ele é só consequência de seu próprio caminho, e não o contrário.

Aceite tomar as rédeas da sua vida. Comece a perceber quais movimentos te levam.

Nada acontece de uma hora para outra, então; comece a prestar atenção nas coisas.

Perceba suas falas, reavalie suas ambições, questione seu caminho, olhe para as pessoas que estão a volta e tente discerni-las: quais estão com você e quais só te acompanham por meras circunstâncias. A do primeiro grupo deve ser valorizada.

Caminhe em direção a si próprio e tenha calma, a coragem virá.

E, quando acontecer, você só seguirá sua consciência, não se importará mais com o que os outros pensam, se preocupará só com o mal de agora sem se consumir com o de amanhã, entenderá que tudo o que tem para ser vivido, deve ser no dia chamado hoje e, nele, caminhará em paz. Sem medo de mudanças, consciente de que nada é estático e grato pela possibilidade de se reinventar, ser quem quiser ser o tempo todo.

Continue caminhando, preste atenção; a coragem virá !