Há 34 anos…

Padrão

Sempre quis voar para terras distantes. Não me refiro a distâncias geograficas mas, desde sempre, alimento uma inquietude que não me deixa parar e faz com que eu sempre queira voar.

Sobre campos verdes, árvores e montanhas, flores e fontes em florestas. Voar para casa, pelas veredas da via celeste. Desde sempre meus olhos foram espelhos do mundo lá fora, pensando no jeito em que o vento pode mudar a maré enquanto em meu coração a chama de que precisamos dar sentido as nossas vidas.

Como um pombo esperando pelo dia em que possa abrir suas asas e voar para longe, para o horizonte, em direção aos sonhos.

Acordar pela manhã com o aroma do feno recém cortado, para sorrir e chorar, viver e morrer no brilho do meu dia. Os sinos ressonantes das igrejas distantes cantarem e a expectativa de voar em direção aos meus sonhos de sempre. Quando o Dr Fernando Siqueira me puxou para a luz naquela sala de cirurgia,na noite de 15 de outubro de 1974 a Lenir e o Flávio só sabiam que não eram mais só dois.

Na manhã seguinte, eles saiam do hospital com um bebê, cheios de expectativas e, provavelmente lotados de incertezas. Há 34 anos, voltando para a casa comigo dormindo no colo, alegrias e dúvidas, expectativas e dores, pensamentos confusos ao som do rádio do carro que tocava Elton Jhon, Skyline Pigeon