Tudo fala.(coluna falada)

Padrão

Vou começar aqui no blog a trazer algumas “colunas faladas”. É uma boa chance para você ter o conteúdo com as imagens, sem precisar ler, só ouvir…

Essa aqui é a primeira. Não repare no barulho de vento, no começo ou na camera um pouco fora, no fim.

As próximas serão melhores.

Novos tempos, novas mídias.

Padrão

Ontem acompanhei pela net a um debate sobre blogs.

Por um lado, acadêmicos vendo com desconfiança e muita crítica, enquanto blogueiros assustados e na defensiva tentavam provar que fazem parte de uma tendência irreversivel.

Se cada um tinha um pouco de razão, é inegável que o fenômeno internet muda o jeito de se comunicar no mundo.

Eu, que sempre fiz parte da mídia “tradicional”, no caso o rádio, tenho experimentado aqui um mundo até então pouco explorado por mim e tem sido maravilhoso.

Mais do que em qualquer outra mídia, aqui posso dizer o que realmente acho relevante e trabalhar pelo que acredito ser bom.

Continuo apaixonado pelo rádio, tanto é que estou voltando para ele, mas acredito que as possibilidades de interatividade que a web dá são infinitamente maiores.

Dia desses me toquei que quase não ligo mais minha TV. Quando tenho um tempinho, entro no youtube e assisto o que eu quiser (inclusive a palestra). Rádio só ouço no carro ou quando não tenho como ligar o computador porque aqui, através dos podcasts, ouço o que quero.

Claro que tem muito lixo na internet. Mas será que nas mídias tradicionais também não tem ? Pelo menos aqui tenho mais escolhas.

Acredito que em breve não usaremos mais termos como “online” ou “offline” e todos poderão ser donos de sua própria mídia.

Ganha quem tem mais conteúdo ou sabe se comunicar melhor com o público que quer atingir.

Esse blog tem sido uma experiência muito gratificante para mim e, cada dia que passa, busco mais ferramentas para melhorá-lo, dando motivos para que você volte e divulgue.

O que virá disso, o tempo dirá.

Isso não é justo !

Padrão

Da Chris Gialluca:

“Isso não é justo!”
Esta frase me assustou! “Como assim ‘isso não é justo’. Eu estava olhando para ela, e escutando, e pensando em como ensinaria o que é justo!
Aquele era um diálogo muito importante para minha pequena interlocutora.
Eu, que tinha arrumado a casa, revisado um texto chatíssimo (é meu trabalho…), redigido uma matéria densa e longa, preparado isso, feito aquilo…Ufa … E ela vem me falar de justiça?…
Como é fácil advogar em causa própria. Conhecemos e justificamos cada atitude nossa. Se precisar, invocamos a filosofia, a psicologia e as ciências exatas para provar que temos razão e que “precisamos” agir dessa ou daquela maneira. Para mim, eu estava certa!
Pouca vivência, menos argumentos, mas muita razão! Aqueles olhos cheios de lágrimas me mostraram que alguma coisa estava muito errada na minha lógica.
A verdade é que nem sempre muitas coisas dizem muito. Às vezes, o que fazemos, embora tenham sido milhões de coisas, não conseguem traduzir o pouco que precisa ser dito, que precisa ser sentido. As muitas coisas que eu havia feito não mostravam para minha pequena o que eu queria que ela visse: que ela é muito importante para mim, que a busca pelo seu conforto me faz trabalhar dobrado, triplicado!
Só depois entendi… Bolinho de chuva numa tarde fria, ao redor de uma mesa, conversando sobre as coisas gostosas da vida é que não podem esperar, é que falam tudo o que queremos dizer, é que são realmente lógicas, porque duram pouco, porque passam logo, porque a vida não espera.

Neura.

Padrão

Há alguns anos eu morava em um prédio onde não podia caminhar.

Se recebesse uma visita ou caisse algo no chão, a vizinha do apartamento de baixo batia com o cabo de uma vassoura no teto da casa toda. O som vinha do chão da minha sala, passando por cozinha, quartos, banheiros…

Era horrivel !

Sei que quem mora em casa e se muda para um prédio pode estranhar algumas coisas como a impossibilidade de barulho depois das 22h, não furar parede aos domingos ou qualquer outra regra que regule o bom convivio em sociedade mas eu sempre morei em prédio e conheço muito bem todas elas.

Chega uma hora em que você tem receio de andar na sua própria sala porque uma vizinha louca não quer.

Conviver em sociedade exige habilidade em lidar com gente estressada ou com interesses diferentes do seu.

Esse video de Bruno Bozzetto, diretor de curtas, italiano de setenta anos, retrata muito bem essa “neura” e como, nem sempre, as coisas terminam bem.

Divirta-se !

Questão de percepção.

Padrão

Gosto muito de livrarias.

Os livros, o cheiro, os sons…Andar entre as prateleiras, folhear livros, parar para tomar um café.

Quando vou, sempre espio a lista dos “mais vendidos” e me impressiona perceber que, seja em Porto Alegre, São Paulo ou em qualquer lugar do país ( e muitos do mundo) que, entre os dez, a maioria está relacionada auto ajuda.

Nada contra ! Acho legal a iniciativa de procurar na leitura ensinamentos que nos ajudarão a enfrentar os desafios do dia a dia, mas não se trata disso; são as “fórmulas”, os “dez passos”, as “grandes revelações” que me incomodam.

Se buscamos novas fórmulas, significa que já desgastamos todas as outras.

A cada dia que passa, entendo que tudo o que precisamos saber, já sabemos.

Íntimamente você sabe quando age bem ou mal, lá no fundo dá pra sentir quando algo em você precisa mudar ou se tem agido bem.

Em cada um de nós, independente de quem seja, existe uma espécie de sensor regulador. Nele, estão impressas “leis” universais que servem de balizamento para o que chamamos de ética.

Amor, altruismo, compaixão, acolhimento são ingredientes que alimentam esse sensor, e faz com que, todo o que caminha contra sua própria “regulagem”, não encontre descanso.

A sensação incomoda que isso provoca, gera em nós a necessidade de desculpas existenciais. Sentindo que algo está errado, tentamos compensar na busca pelo prazer e felicidade acreditando que é isso o que está faltando.

Aos poucos, a medida em que atingimos os estágios onde acreditamos estar a felicidade e nada encontramos, nossa sensação de vazio aumenta fazendo com que nossa busca cresca e, quanto maior ela é, mais distante estaremos da simplicidade que precisamos para nos encontrarmos.

Não precisamos de grande revelações porque a grande revelação está em descobrirmos o óbvio.

Está tudo aqui dentro.

Complicar o básico inventando fórmulas, criando rituais, paganizando o que era para ser simples, nos desconecta de nós mesmos e esquizofreniza a alma.

O que é, é, e , no íntimo, você já sabe disso.

Sábio é quem tem a capacidade de entender o simples e reconhecer no que já somos, as lições que precisamos.

As “sete leis para o sucesso”, “dez caminhos para alegria”, ” nove passos para a felicidade” não resistem ao olhar interior daquele que identifica em si mesmo tudo o que precisa para caminhar em paz.

Primeiro se entenda, depois, tente entender o mundo.

É só uma questão de percepção.

Simples.