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Lá, os videos que montei e publiquei aqui no blog.

Para quem ainda não viu, uma boa oportunidade.

Além disso, se tiver tempo, aqui existem dezenas de textos postados desde junho.

Você vai gostar.

Bom domigo pra você !

A industria da imagem.

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Se você pesquisar na net ou reparar nas bancas de revistas, verá quanto o casamento da Sandy movimentou reporteres e curiosos.

Anunciado por uns como “o casamento do ano”, dezenas de profissionais se amontoaram em frente a casa da menina com microfones, cameras e celulares em punho, literalmente lutando por alguma informação.

Fotos a distancia, depoimento de costureiras e garçons, tentavam suprir a falta de informação sobre detalhes do evento.

Na verdade, o casamento da Sandy é um exemplo do quanto consumimos esse tipo de conteúdo.

A curiosidade e a vontade de experimentar um pouco da vida dos “famosos” alimenta uma industria bilionária que cria, expõe e detona “celebridades” o tempo inteiro.

Se de um lado existem milhares de pessoas que sonham com os quinze minutos de fama e pagariam qualquer preço por isso, de outro, uma industria que depende da fabricação de idolos que estarão em capas de revistas, programas de fofoca, jornais, internet…

E tudo pra satisfazer a necessidade de projetarmos nossas vidas em simbolos.

Na era da imagem, cria-se no imaginário popular uma condição de glamour, beleza e felicidade, fazendo com que o povo acredite que do outro lado da câmera só existem pessoas felizes.

Só que isso gera um mar de infelicidade para todos.

Para parte dos consumidores dessa indústria, resta a frustação de saber que nunca terá seus quinze minutos de fama e, consequentemente os beneficios que, teoricamente, isso poderia representar.

Sem essa possibilidade, resta viver um pouco da vida do idolo e, para tal, alimentam a industria que não para de crescer.

Por outro lado, os que são expostos viram refém de suas sombras. São poucos os que conseguem passar por isso mantendo sua identidade, pois chega uma hora que, de tanto ser cobrado, não sabe mais quem é.

No restaurante, praia, predio, transito, shopping, festas ou qualquer lugar publico é obrigado a manter a imagem que lhe projetou porque, caso contrário, é cobrado e pode perder muito.

Já não são eles, mas uma projeção das expectativas populares.

Triste o povo que precisa olhar para a vida do outro para esquecer a própria.

Triste aquele que vira alvo de projeção, porque este, também perderá sua individualidade.

No fim das história, mais uma vez, só ganhou quem não aparece; aqueles que lucram fabricando celebridades.

E o pior é que, cada vez mais, pais e mães estão levando seus filhos a testes, agências e afins, tentando transformá-los naquilo que os próprios pais gostariam de ser, sem saber que correm o risco de roubar a infância e a alegria das crianças.

No mundo das imagens e aparências, somos condicionados a alimentar o monstro com nossas atenções, dinheiro, desejos e até nossos filhos.