Linguagem da lucidez

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Quando todos falam ao mesmo tempo e a maioria pensa que é portadora de uma grande mensagem, é melhor calar um pouco. Entre as muitas vozes, qualquer som vira ruído. O que quer ser ouvido grita e o grito ensurdece.

Entre surdos gritando o silêncio é a linguagem da lucidez.

Os processos do tempo

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Tudo é semente. Um pensamento, uma escolha, um sentimento, um objeto visto, uma pessoa que passa e modifica alguma coisa.
O tempo é condutor desses movimentos e o corpo, exposto ao tempo, encuba a serenidade que substituirá a avidez, a paz no lugar da pressa, a sabedoria no lugar da ignorância. Quando a maturidade vier, perceberemos quantas etapas foram ultrapassadas. Nada deixa de existir, apenas se modifica, apenas se expõe aos inexoráveis processos do tempo. Sempre.

A humanidade em cada indivíduo

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A história da humanidade é a história de cada humano. Estamos construindo a narrativa que, provavelmente, jamais estará em qualquer livro, mas se processa no cotidiano de cada escolha, em cada indivíduo.

É a somatória desses movimentos que constrói algo muito maior, capturado apenas em ínfimas partes por lentes que adiante reconhecermos como “história”.

Cada humano é um pedaço da história e, cada ponto de vista, um componente desse complexo movimento.

 

O futuro das profissões

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É um erro avaliar um bom profissional, em qualquer área, apenas pelo conhecimento técnico.

Daqui pra frente a tecnologia se encarregará de suprir essa parte. Profissões exclusivamente técnicas diminuirão na proporção em que o conhecimento, cada vez mais, será armazenado em servidores.

Programas sobre leis analisarão caso a caso e rapidamente correlacionarão jurisprudências, consultarão a constituição, os prazos, os recursos e relativizarão o papel do advogado. O advogado do futuro deverá desenvolver a habilidade de tratar com as pessoas.

Na medicina o nível de acerto em diagnósticos (e tratamentos) aumentará quando uma maquina for capaz de exames com baixíssimo percentual de erro. E elas já estão aparecendo. O médico do futuro deverá ser menos despachante de remédios, aprender a olhar nos olhos e ser mais humano.

Aviões voarão sem pilotos, carros sem motoristas, profissões como jornalistas terão sua importância modificada na proporção em que a tecnologia continuará conectando pessoas e distribuindo informação sem necessidade de intermediários. Se os jornalistas quiserem manter-se relevantes deverão aprender a comunicar-se além das técnicas, conscientes de que tratam sobre dilemas humanos.

O que as máquinas ainda não fazem é substituir o contato entre as pessoas.

Estamos chegando rapidamente em um tempo onde a técnica não basta. Empresas, escolas e universidades que não ajudarem profissionais a lidarem com emoções e enxergarem as pessoas, estão a caminho do fim.

As profissões do futuro não irão desconsiderar o aspecto técnico, mas, igualmente, deverão valorizar as habilidades humanas, sem as quais, as máquinas serão absolutas.